Patrão velho, de todas as estâncias
Tiro o chapéu pra tua onipotência
Peço perdão pra todas as ganâncias
Para os pecados peço-te clemência

Não tenho culpa deste lombo duro
É que nos campos não achei vertente
Fui esperando, pois jamais me apuro
E pouco a pouco não fiquei mais crente

Se a teus conselhos não botei tenência
E se tropesso quase com frequência
Perdoa meu patrão, tu que és bom Deus
Mas se os erros que tenho cometido
Foram demais para este meu pedido
Castiga à mim, mas não castiga aos meus


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