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Vergonha Própria

Granuja

Vergüenza Propia

Flows que no se las creen
Pa' los que me desean
Pero no se babeen
Me ven no me voceen
Es mejor que boxeen
Mira no soy un zen
No es pa' que se rumbeen
Sí, sí, que te abucheen

Metí tantas cosas que ni ya recuerdo nombres
Pero entendí que esos caminos me hicieron más hombre
El niño quedó atrás mirándome con cara de regresa
Y ahí sigo sin moverme por más que me asombre
¿Quiénes se fueron?
No importa sino quién quedó?
Aún tengo calor aunque me fui de apartadó
De urabá va con baba te la clava mientras me nombraba
Luego lo olvidamos y nadie grabó
Novio sin resabios
Quiero de tu sabía
No soy sabio hablo labio a labio
Cero labia vámonos a curazao sexo en la playa
Pero volveremos porque me han amenaza'o, pero nada ha pasado'o

Porque hoy estoy mañana no
No recibo lo que doy
A veces sí, ¿pero la vida es justa?
No, jamás, my boy
Ayer me preguntó quién soy
Ya no importa dónde estoy
Destroy my voice rapea un puto ruido
Porque hoy estoy mañana no
No recibo lo que doy
A veces sí, ¿pero la vida es justa?
No, jamás, my boy
Ayer me preguntó quién soy
Ya no importa dónde estoy
Destroy my voice raps a puto ruido

Vergüenza propia vida extensa
Miras al granuja sin saber qué piensa
No me he ido y ya te extraño
Sé soy un extraño
Que conocen en las calles por los versos vastos
Qué refugio siempre en mi cabeza
Estudio solo como estanislao
Qué te pasa granu que estás tan aislado
Me preguntan, yo respondo si te tengo al lado
Fertilidad caliente en ese culo helado
Grados bajo cero y no es estalingrado
Vasos medio llenos o medio vacíos
Mentira a medias no es verdad a medias siempre desconfío
Tengo unos pocos, no son tantos
Pero los que están pa' las que sea

En cualquier momento, esos son los míos
Necesito el rap aunque no sé pa' qué
Me fui de viaje pero no empaqué
No soy cristiano yo nunca pequé
Lamí tus lágrimas, no las sequé
Confío más en lo que veo que lo que oigo
Lo que dicen hoy de mí no tiene nada que ver con mis arraigos
Siempre pendiente del camino y así no me caigo
Con el rap de fondo por si no te atraigo
Lo importante no es a quién le hablo sino quién me escucha
No recuerdo si aprendí, pero prendí en la ducha
Lo siento cucha
Y si me preguntan que qué más ha habido
No responderé en la lucha

Porque hoy estoy mañana no
No recibo lo que doy
A veces sí, ¿pero la vida es justa?
No, jamás, my boy
Ayer me preguntó quién soy
Ya no importa dónde estoy
Destroy my voice rapea un puto ruido
Porque hoy estoy mañana no
No recibo lo que doy
A veces sí, ¿pero la vida es justa?
No, jamás mi chico
Ayer me preguntó quién soy
Ya no importa dónde estoy
Destruye mi voz rapea un maldito ruido

Vergonha Própria

Flows que não acreditam
Para aqueles que me desejam
Mas não fiquem babando
Me veem, não me gritam
É melhor que lutem
Veja, não sou um zen
Não é para ficarem falando
Sim, sim, que te vaiem

Coloquei tantas coisas que nem lembro mais dos nomes
Mas entendi que esses caminhos me fizeram mais homem
A criança ficou para trás me olhando com cara de volta
E lá sigo sem me mexer, por mais que me surpreenda
Quem se foi?
Não importa, importa quem ficou?
Ainda sinto calor mesmo tendo saído de Apartadó
De Urabá vai com baba, te esculacha enquanto me mencionava
Depois esquecemos e ninguém gravou
Namorado sem resquícios
Quero da sua sabedoria
Não sou sábio, falo lábio a lábio
Zero lábia, vamos para Curaçao, sexo na praia
Mas voltaremos porque me ameaçaram, mas nada aconteceu

Porque hoje estou, amanhã não
Não recebo o que dou
Às vezes sim, mas a vida é justa?
Não, jamais, meu garoto
Ontem me perguntou quem sou
Já não importa onde estou
Destrua minha voz, rapeia um maldito barulho
Porque hoje estou, amanhã não
Não recebo o que dou
Às vezes sim, mas a vida é justa?
Não, jamais, meu garoto
Ontem me perguntou quem sou
Já não importa onde estou
Destrua minha voz, rapeia um maldito barulho

Vergonha própria, vida extensa
Olha para o malandro sem saber o que pensa
Não fui embora e já sinto sua falta
Sei que sou um estranho
Que conhecem nas ruas pelos versos vastos
Que refúgio sempre em minha cabeça
Estudo sozinho como Estanislao
O que acontece contigo, malandro, que está tão isolado
Me perguntam, eu respondo se te tenho ao lado
Fertilidade quente nesse traseiro gelado
Graus abaixo de zero e não é Stalingrado
Copos meio cheios ou meio vazios
Mentira pela metade não é verdade pela metade, sempre desconfio
Tenho poucos, não são muitos
Mas os que estão para o que der e vier

A qualquer momento, esses são os meus
Preciso do rap mesmo sem saber para quê
Fui viajar mas não empacotei
Não sou cristão, eu nunca pequei
Lambi suas lágrimas, não as sequei
Confio mais no que vejo do que no que ouço
O que dizem de mim hoje não tem nada a ver com minhas raízes
Sempre atento ao caminho e assim não caio
Com o rap ao fundo, caso não te atraia
O importante não é para quem falo, mas quem me escuta
Não lembro se aprendi, mas entendi no chuveiro
Sinto muito, escute
E se me perguntarem o que mais houve
Não responderei na luta

Porque hoje estou, amanhã não
Não recebo o que dou
Às vezes sim, mas a vida é justa?
Não, jamais, meu garoto
Ontem me perguntou quem sou
Já não importa onde estou
Destrua minha voz, rapeia um maldito barulho
Porque hoje estou, amanhã não
Não recebo o que dou
Às vezes sim, mas a vida é justa?
Não, jamais, meu chico
Ontem me perguntou quem sou
Já não importa onde estou
Destrua minha voz, rapeia um maldito barulho

Composição: Mateo Montaño