395px

Condenado à Morte

Francesco De Gregori

Condannato A Morte

Da qualche parte dicono che vive bene,
che relativamente non gli manca niente
Può bere, camminare, scrivere e respirare,
fantasma senza catene
Da qualche parte dicono è sempre uguale,
anche se non si somiglia più
La mattina di Pasqua con le mani in tasca
e una corona di spine
Da qualche parte al mondo suonano le sirene,
milioni di uomini cominciano a remare
Si confondono il turno della notte e del giorno,
si confondono gli agnelli con le jene
Da qualche parte al mondo dicono va bene,
con una colomba morta fra le mani
Fuori dall'orizzonte con il muro di fronte,
risultato senza soluzione
Condannato a morte
Condannato a vita
Condannato a morte per la vita
Condannato a morte
Condannato a vita
Condannato a morte per la vita
Che silenzio che c'è qui intorno
Che paura che c'è qui intorno
Religione può essere un sentimento,
religione può essere una fuga d'amore
Religione può essere intrattenimento,
religione può essere terrore
Da qualche parte dicono che vive bene,
anche se gli fa paura ogni rumore
Una foglia che cade, una faccia che vede,
una notte che ha sentito abbaiare il suo cane
Da qualche parte al mondo suonano le campane,
milioni di uomini cominciano a pregare
Ognuno dal suo punto cardinale,
nella corrente dello stesso fiume
Da qualche parte dicono va bene,
seduto nella pioggia sopra una panchina
Fin quando non avrà il suo posto al sole,
tutto quanto questo mondo sarà prigione
Condannato a morte
Condannato a vita
Condannato a morte per la vita
Condannato a morte
Condannato a vita
Condannato a morte per la vita
Che silenzio che c'è qui intorno
Che paura che c'è nel mondo

Condenado à Morte

Dizem que em algum lugar ele vive bem,
que relativamente não lhe falta nada
Pode beber, andar, escrever e respirar,
fantasma sem correntes
Dizem que em algum lugar é sempre igual,
mesmo que não se pareça mais
Na manhã de Páscoa com as mãos no bolso
e uma coroa de espinhos
Em algum lugar do mundo soam as sirenes,
milhões de homens começam a remar
Se confundem o turno da noite e do dia,
se confundem os cordeiros com as hienas
Dizem que em algum lugar do mundo está tudo bem,
com uma pomba morta entre as mãos
Fora do horizonte com o muro à frente,
resultado sem solução
Condenado à morte
Condenado à vida
Condenado à morte pela vida
Condenado à morte
Condenado à vida
Condenado à morte pela vida
Que silêncio que há aqui ao redor
Que medo que há aqui ao redor
Religião pode ser um sentimento,
religião pode ser uma fuga de amor
Religião pode ser entretenimento,
religião pode ser terror
Dizem que em algum lugar ele vive bem,
mesmo que tenha medo de cada barulho
Uma folha que cai, um rosto que vê,
uma noite que ouviu seu cachorro latir
Em algum lugar do mundo soam os sinos,
milhões de homens começam a rezar
Cada um do seu ponto cardeal,
nas correntes do mesmo rio
Dizem que em algum lugar está tudo bem,
sentado na chuva em um banco
Até que tenha seu lugar ao sol,
tudo isso será prisão
Condenado à morte
Condenado à vida
Condenado à morte pela vida
Condenado à morte
Condenado à vida
Condenado à morte pela vida
Que silêncio que há aqui ao redor
Que medo que há no mundo

Composição: Francesco De Gregori