Deriva
Così gentile e inafferrabile padrona e schiava della verità
Impermeabile alla volgarità, che non saluta quando se ne va
E ancora vado alla deriva e ancora canto
Dovunque io sarò, dovunque lei sarà, sarà al mio fianco
Dalle colline d'Africa fino alla polvere delle città
Potrà pensarmi quando capita, potrò sognarla dove sarà
E ancora vado alla deriva e ancora canto
Dovunque io sarò, dovunque lei sarà, sarà al mio fianco
E se avrò freddo mi scalderà e nel deserto mi confesserà
E nel deserto sarò acqua per lei, acqua che canta
E ancora vado alla deriva e ancora canto
Dovunque io sarò, dovunque lei sarà, sarà al mio fianco
Per ogni strada che prenderà e perderà ogni volta
Per ogni volta che tornerà, starò alla porta
E ancora vado alla deriva e ancora canto
Dovunque io sarò, dovunque sarà, sarò al suo fianco
À Deriva
Tão gentil e inatingível, dona e escrava da verdade
Imune à vulgaridade, que não se despede ao ir embora
E ainda vou à deriva e ainda canto
Onde quer que eu esteja, onde quer que ela esteja, estará ao meu lado
Das colinas da África até a poeira das cidades
Ela pode pensar em mim quando der na telha, eu poderei sonhá-la onde estiver
E ainda vou à deriva e ainda canto
Onde quer que eu esteja, onde quer que ela esteja, estará ao meu lado
E se eu sentir frio, ela me aquecerá e no deserto me confessará
E no deserto serei água para ela, água que canta
E ainda vou à deriva e ainda canto
Onde quer que eu esteja, onde quer que ela esteja, estará ao meu lado
Por cada caminho que ela tomar e perder a cada vez
Por cada vez que ela voltar, estarei à porta
E ainda vou à deriva e ainda canto
Onde quer que eu esteja, onde quer que ela esteja, estarei ao seu lado
Composição: Francesco De Gregori