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Pranto do Poeta / Sempre Mangueira

Gropo Toca de Tatu

Letra

    Em Mangueira quando morre
    Um poeta todos choram
    Vivo tranqüilo em Mangueira porque
    Sei que alguém há de chorar quando eu morrer

    Mas o pranto em Mangueira
    É tão diferente
    É um pranto sem lenço
    Que alegra a gente

    Hei de ter um alguém pra chorar por mim
    Através de um pandeiro ou de um tamborim

    Mangueira é celeiro
    De bambas como eu
    Portela também teve
    O Paulo que morreu
    Mas o sambista vive eternamente
    No coração da gente
    Mas o sambista vive eternamente
    No coração da gente
    Os versos de Mangueira são modestos
    Mas há sempre força de expressão
    Nossos barracos são castelos
    Em nossa imaginação

    Ôh, ôh, ôh, ôh!
    Foi Mangueira quem chegou


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