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Disfarçado de versos

Grupo Brisa Silvestre

Disfrazado de versos

La vida nos llevó por distintos senderos
Como hojas al viento, fuimos sin querer
Nos cruzamos de a ratos, como un dulce misterio
Pero nunca alcanzó, nunca fue suficiente, para tenerte bien

Me quedaron tantas cosas que nunca te dije
Palabras dormidas, presas del temor
Se escondieron en rincones de mis miedos
En lo más oscuro, de este frágil corazón

Y ahora que el abismo nos separa sin aviso
Te escribo lo que nunca pude darte con mi voz
Versos disfrazados de lo que aún no termino
De ese amor silente, que en mí nunca murió
Si alguna vez me lees, sabrás lo que fuiste
La chispa en mis inviernos, mi rincón de Sol

Procuro no pensarte, no imaginar encuentros
Porque duele pensarlo si no va a pasar
Me aferro a los recuerdos, y en ellos aún te siento
En ese mundo aparte, donde solíamos amar

Y ahora que el abismo nos separa sin aviso
Te escribo lo que nunca pude darte con mi voz
Versos disfrazados de lo que aún no termino
De ese amor silente, que en mí nunca murió
Si alguna vez me encuentras, perdida entre estas letras
Sabrá tu alma entera, que aún late mi amor

No sé si el destino volverá a cruzarnos
Pero si lo hace, te esperaré sin rencor
Porque fuiste y eres, sin duda ni engaño
El espacio más tibio donde fui yo

Y si acaso estas palabras te rozan algún día
Que entiendas lo que fuiste, lo que sigues siendo hoy
Mi amor, mi refugio, mi mundo escondido
Mi eterno rincón, donde aún somos los dos

Disfarçado de versos

A vida nos levou por caminhos diferentes
Como folhas ao vento, fomos sem querer
Nos cruzamos de vez em quando, como um doce mistério
Mas nunca foi o bastante, nunca foi suficiente, pra te ter bem

Ficaram tantas coisas que nunca te disse
Palavras adormecidas, presas do medo
Se esconderam em cantos dos meus receios
No mais escuro, deste frágil coração

E agora que o abismo nos separa sem aviso
Te escrevo o que nunca pude te dar com minha voz
Versos disfarçados do que ainda não terminei
Desse amor silencioso, que em mim nunca morreu
Se algum dia me leres, saberás o que foste
A faísca nos meus invernos, meu canto de Sol

Procuro não pensar em você, não imaginar encontros
Porque dói pensar nisso se não vai acontecer
Me agarro às lembranças, e nelas ainda te sinto
Nesse mundo à parte, onde costumávamos amar

E agora que o abismo nos separa sem aviso
Te escrevo o que nunca pude te dar com minha voz
Versos disfarçados do que ainda não terminei
Desse amor silencioso, que em mim nunca morreu
Se algum dia me encontrares, perdida entre estas letras
Saberá tua alma inteira, que ainda pulsa meu amor

Não sei se o destino vai nos cruzar de novo
Mas se acontecer, te esperarei sem rancor
Porque foste e és, sem dúvida nem engano
O espaço mais quente onde fui eu

E se acaso estas palavras te tocarem algum dia
Que entendas o que foste, o que ainda és hoje
Meu amor, meu refúgio, meu mundo escondido
Meu eterno canto, onde ainda somos os dois

Composição: Leonardo Montenegro