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Tive um cavalo cambraia que eu mesmo dei disciplina
E nas lidas de rotina o tempo nos fez parceiros
Vem com o potro todo branco alumiando a prataria faceiro
Me conduzia na direção dos luzeiros

Com este flete de lei peito alçado igual cegonha
Eu nunca passei vergonha lançando em festa campeira
E cruzando um rio a nado ganhava porto em seguida
Com ele fui bem de vida batendo pata em carreira

Quem se criou gauderiando entre coxilha e galpão por certo
Me dá razão quando às vezes prendo um grito
E digo que um pingo amigo é o mais bonito regalo
Por que ginete e cavalo são lenhas do mesmo angico

Se às vezes nós passamos farreando pela cidade
São coisas da mocidade que o próprio tempo perdoa
Derrubar porta de venda
Carregar uma crinuda eram proezas miúdas que eu tinha por coisa boa

E hoje morando longe eu lembro deste parceiro relinchando no potreiro
Na hora do entardecer mais foi feliz é o que importa vagando
No campo aberto todos morrem, isso é certo, mais poucos sabem viver

Quem se criou gauderiando entre coxilha e galpão por certo
Me dá razão quando às vezes prendo um grito e digo que um pingo
Amigo é o mais bonito regalo por que ginete
E cavalo são lenhas do mesmo angico

Composição: Gonzaga Dos Reis / Paulo Garcia. Essa informação está errada? Nos avise.

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