El Semental de Guanajuato
Nací entre los mezquitales y remolinos de polvo
Por eso es que no me asustó yo ya he probado de todo
Soy nacido en Guanajuato el semental es mi apodo
Desde León hasta Celaya de Abasolo a San Francisco
He caminado los cerros son los que me han hecho rico
A traficar hierba y polvo es a lo que me dedico
Me gusta la buena vida las mujeres y el dinero
Tengo en mi rancho ganado pero no soy ganadero
Yo vivo de las cosechas que me consumen los güeros
Amigos soy semental como burro en primavera
Yo no necesito un pase ni viagra pa' la impotencia
Todo lo tengo muy grande pa' traficar la experiencia
Exterminador
Tengo mis pistas privadas ocultas entre los cerros
Algunas ya han encontrado esos soldados rastreros
Pero se quedan callados con dinero baila el perro
En Irapuato las fresas en Celaya la cajeta
En Guanajuato las momias y debajo de la tierra
Tengo mis laboratorios donde procesó la hierba
Cuando a Cuéramaro vengo Romita y Manuel Doblado
En mi troca nuevecita traigo una vieja a mi lado
Mis bolsas llenas de verdes y mi cuerno recargado
El semental se despide me daré una persinada
Allá en el cerro del Cristo por si acaso me mataran
Ya lo dijo José Alfredo la vida no vale nada
O Semental de Guanajuato
Nasci entre os mezquitales e redemoinhos de poeira
Por isso não me assustei, já provei de tudo
Sou de Guanajuato, o semental é meu apelido
De León até Celaya, de Abasolo a São Francisco
Caminhei pelos morros, são eles que me deixaram rico
A traficar erva e pó é o que eu me dedico
Gosto da boa vida, das mulheres e do dinheiro
Tenho gado na minha fazenda, mas não sou pecuarista
Vivo das colheitas que os gringos me consomem
Amigos, sou semental como burro na primavera
Não preciso de receita nem de viagra pra impotência
Tudo que tenho é grande pra traficar a experiência
Exterminador
Tenho minhas pistas privadas escondidas entre os morros
Algumas já foram encontradas por esses soldados vagabundos
Mas eles ficam quietos, com dinheiro o cachorro dança
Em Irapuato as frutas, em Celaya a cajeta
Em Guanajuato as múmias e debaixo da terra
Tenho meus laboratórios onde processo a erva
Quando venho a Cuéramaro, Romita e Manuel Doblado
Na minha caminhonete novinha, trago uma velha ao meu lado
Minhas bolsas cheias de grana e meu fuzil carregado
O semental se despede, vou me benzer
Lá no morro do Cristo, caso me matem
Já disse José Alfredo, a vida não vale nada