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Sigo Trilhando Meu Caminho

Grupo Favela

Letra

    Dando uns passos na favela a malandragem dela vejo
    Um dia ruim que não seja, eu desejo
    Seu dinheiro te faz fechar os olhos
    Todo mundo na merda, destruição dela é óbvio
    O negócio que rola aqui é quente
    Mesmo não mexendo, sempre cai em sua mente
    De repente quando bate é foda
    Isso roda em sua cabeça, e pra sair isso demora
    Talvez não importa pra você o que estou falando
    Mesmo assim ao passado vou voltando
    Relembrando de uns manos sangue bom
    Da brincadeira de sempre, polícia e ladrão
    Quando pequeno, armas nossas de brinquedo
    Mesmo assim a gente sentava o dedo
    Sem medo, sempre sem dó
    O barulho do disparo com a boca, o melhor
    Vejam só, maldades na cabeça
    Mas como eu, também há quem não se esqueça
    E já naquele tempo tv sem futuro
    O que pegava era ouvir um som de negrão, fazer um barulho
    No escuro da rua o mó barato
    Vários irmãos zoando pra caralho
    De fato, muitas alegrias
    Apesar de ser na periferia
    Eu lembro de um moleque novo, pouco de idade
    Que hoje vê uns mano e tal na bandidagem
    Trocando tiro por aí e uns morrendo
    Isso não muda com o passar do tempo
    Mas com o tempo soube se definir
    Dia após dia e agora tá aqui
    Jogando idéia de responsa pra você
    Mostrando pra quem não sabe como é sobreviver
    Num lugar onde a vida não é bela
    Que muitas vezes destrói quem faz parte dela
    Hoje, me considero um vencedor, irmão
    Pois não me deixei levar, ou seja, tive o dom
    De superar as coisas más da favela
    Mesmo perdendo manos que faziam parte dela
    Que naquela de fumar, dar uns dois
    Ficaram no passado sem ter um depois
    Neurose tá batendo, eu sinto
    Procuro os manos, alguns estão perdidos
    Isso é ruim, não posso ficar traquilo
    Será que continuar com isso eu consigo
    Sigo trilhando meu caminho

    Como sempre há alguns barato pra tentar atrasar os manos
    Lá vem os homê,e a gente filmando
    Já vem naquela, na disposição
    De embaçar em mais algum qualquer simples cidadão
    O tiroteio de outro dia aqui foi embaçado
    Me fez lembrar das noites mal dormidas no passado
    Complicado, vichi, até umas horas
    Muitos manos se foram, o que fazer agora
    Neurose tá batendo de novo
    De sofrer, talvez não disposto
    De onde nos virá o socorro
    Ver um moleque de paz ir pro crime, dá desgosto
    Teve uma noite em que ouvir barulhos
    Achei estranho, olhei no escuro
    Da viela em frente de casa
    O pior é que não vi nada
    Só ouvia vozes e mais vozes
    E eu me perguntando se mudar isso alguém pode
    Mas é o estilo da perifa, meu amigo
    A cada segundo do relógio só perigo
    Correndo risco, levando tiro, fugindo disso ou daquilo
    Não tô tranquilo, vou me jogar de bode
    Eu tô ligeiro pra não levar um sacode
    Se eu cair, diz aí quem me acode
    Pra sobreviver no inferno você tem que ser forte
    Então pára e pensa, analisa o que acontece
    Quando olha, só lhe resta uma prece
    A todos lá de cima não diexo de pedir
    Que guiem meu cainho e protejam me
    E todos eles por mim acho que atuam
    Pois não estão deixando que eu me perca pelas ruas
    Sendo mais um refém do crack, de um beque
    Ficando louco enquanto o dia amanhece
    Esquece, é melhor deixar isso de canto
    E ao passado novamente vou voltando
    Dando ponto pra um mano de expressão
    Que de trincar com a favela sempre teve o dom
    Que no trenzão vinha lá da z.o.
    E hoje representa a z.n. sem dó
    Quando é preciso, segue representando
    Com os parceiros das quebras por onde vai passando
    Mas uma 9 ainda vejo em mãos
    E não é a camisa da seleção
    Disposição pro veneno há demais
    O negócio deles é chegar na cena e vai, vai, vai
    Passa a grana, vê se não demora
    Pois pra sair daqui a gente tem hora
    Se reagirem, nunca se vai ter boi
    E se pã um pente todo pode crer que foi
    Ouço parceiro chega aê, cola aqui com a gente
    Enrola um e manda tudo pra sua mente
    Ouço que a fita já tá pronta e todos tão preparadosvejo que uns irmãos e pa tão andando maquinado
    Tá embaçado, não vejo ascenção
    Fora da escola a molecada sem devida instrução
    Quem vê além, vê que o crime é sem futuro
    Não paga de piolho, não dorme no barulho
    Então glória é o que eu peço, essa vida ainda muda
    Oh, meu senhor, nunca me deixe sentar o dedo num filho da puta
    Pra quem me escuta, não tô sozinho
    Nunca perco minha fé e assim eu trilho meu caminho
    Sigo trilhando meu caminho

    (refrão)
    O tempo passa, você vive na fé
    Tô sempre na responsa, você sabe como é
    Atrás do prejúizo alguém me manda a luz
    Na calma e perigo tá comigo jesus

    Composição: Luiz Fernando Virgilio De Oliveira. Essa informação está errada? Nos avise.

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