
Galponeada
Grupo Querência
Boleia a perna, oh de casa e já me chego
Puxo um cepo e me aconchego no galpão pra chimarrear
Onde tem prosa e um ronco de cordeona
Minha alma redomona de campeiro sempre está
Foi dura a lida na semana que termina
Que assim de relancina quase não dá pra lembrar
Domei bagual e consertei todo alambrado
Que um campeiro acostumado não se achica assim no más
Enquanto a cuia vai e vem de mão em mão
A gauchada no galpão quase não tem no que pensar
Muita mentira no truco bem orelhado
E um trago bueno do lado que é pra goela não secar
Algum gaiteiro no galpão sempre aparece
Toca até o que não conhece quando na gaita se avança
A oito soco se espicha e se encolhe
E nesse jogo de fole a noite vira criança
De uma ovelha só sobrou meia costela
Num foguito galponeiro de dar inveja em fogão
E quando a barra do dia se aproxima
Me despeço até a outra galponeada no rincão



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