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Cantiga de Estradeiro

Grupo Rodeio

Letra

    Se desemalo o poncho dos tentos
    E arrimo o basto pra travesseiro
    Brasa do pito vira candeeiro
    Semeando chispas na escuridão
    E no alvoroço de outros gaudérios
    Sonho meus sonhos de vida mansa
    Campeando restos de uma esperança
    Que fez morada nalgum rincão

    Se numa estância dou Oh! De casa
    Braços abertos me dão posada
    Ali descanso de uma quarteada
    Troca de léguas de corredor
    Sobre os pelegos se acende o baio
    A mão em concha não beija o vento
    Mas faço gestos nesse momento
    Velho costume de campeador

    Então com olhos de gavião mouro
    Rondo recuerdos de pampa e céu
    Rosto coberto pelo chapéu
    Olhos pra dentro bombeando a vida
    E alma velha que abre cancelas
    Foge do brete, vai-se a lo largo
    Sentindo um gosto de mate amargo
    E uma saudade nunca esquecida

    Assim envolto nos pensamentos
    Rumino anseio dos campeadores
    Que buscam sonho nos corredores
    Bombeando coisas que ninguém vê
    E a Dalva linda, candeeiro aceso
    Rondando a pampa lá nas alturas
    Faz-se parceira das aventuras
    Pois neste homem ainda crê

    Composição: Lauro Antonio Correa Simões / Luiz Marenco. Essa informação está errada? Nos avise.

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