
Por Nosso Campo
Grupo Rodeio
Bombeei rente ao campo, meu pasto secando
Parece que a tropa emagrece ao desenciliar
O varzedo ardendo, meu gado morrendo
Não sei pra que santo recorro pra vida mudar
O Sol que das vezes dá brilho pra o trigo
Lhe digo amigo, virou brasa, qual fogo de chão
E a vida que eu tinha se esvai entre os dedos
Tropando segredos do meu coração
Eu sei que um gaúcho não verga a coluna
E a peste se ruma ao mal diz meu viver
E a párea na quincha enforcando no zelo
Pedindo que um dia mais cedo ainda possa chover
La pucha que sei quantos outros padecem
De enchente e enxurrada sofrem qual como eu
Campeando a bonança da mãe natureza
Guasqueando a incerteza, nem tudo perdeu
Esqueci que ainda tinha, afundando os peçuelos
Um toco de vela, ao negrinho ascendi
Foi cria da estância, conhece a ganância do povo daqui
Sou mais que ninguém, despeço um amém
De pronto que a vida ainda possa mudar
Pois vivo do campo, e este campo negrinho, por certo teu lar



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