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Prenda Faceira

Grupo Surungo

Cordeona, prenda faceira, choromingona e manhosa
Que se requebra dengosa entre a carícia dos dedos
Te paras embodocada, a retoçar em meneios
Parindo ternos floreios retovados de segredos
Parindo ternos floreios retovados de segredos

Abre a gaita, espicha o fole
Puxa o baile a noite inteira
Não tem nada, não tem nada
No compasso da vanera

Abre a gaita, espicha o fole
Puxa o baile a noite inteira
Não tem nada, não tem nada
No compasso da vanera

Quando te desenrodilhas, como a pedir um abraço
A soltar notas no espaço, no lombo da quero-mana
Tirando brocas de cascos, e a cicatrizar basteiras
Lembra carpas de carreiras de antigos fins de semana
Tirando brocas de cascos, e a cicatrizar basteiras
Lembra carpas de carreiras de antigos fins de semana

Abre a gaita, espicha o fole
Puxa o baile a noite inteira
Não tem nada, não tem nada
No compasso da vanera

Abre a gaita, espicha o fole
Puxa o baile a noite inteira
Não tem nada, não tem nada
No compasso da vanera

Recordas bem os lompendo o alambrado dos desejos
Quando em tropilhas solvejos, no corredor das ileiras
Teu som paleteando a pampa, num contraponto a flechilha
Tem cheiro de maçanilha, mesclado a erva cidreira
Tem cheiro de maçanilha, mesclado a erva cidreira

Abre a gaita, espicha o fole
Puxa o baile a noite inteira
Não tem nada, não tem nada
No compasso da vanera

Abre a gaita, espicha o fole
Puxa o baile a noite inteira
Não tem nada, não tem nada
No compasso da vanera

Composição: Milton Magalhães, Jaime Brum Carlos. Essa informação está errada? Nos avise.

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