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Metendo Pavor

Grupo Tamoeiro

Letra

    Tem bate casco lá no rancho do retoço
    Me ajeito e me perfumo pra dançar na tal bailanta.
    Encilho o zaino e na guaiaca boto uns cobre,
    Hoje não tem china pobre dou de mão numas percanta.
    A trote largo, garro o rumo do povoado,
    Fandangueiro e atiçado de pinguancha sinto o cheiro
    Entro pachola e me oitavo no balcão
    Meto uns "gól" de relancina que é pra me achar no entreveiro.

    Vi a china que eu queria retoçando pra um moreno
    Fui pro lado do candeeiro que é pra ela me avista
    No grão dos "óio" da tianga dei um vistaço
    Golpeei mais um talagaço pra mó de me encorajar.

    (Sou peão de estância e pras gurias cantador,
    Não me abalo por cambicho mas vou metendo pavor.)

    Teve quem disse tu não chegue de carancho
    Que eu não gosto de desfeita e a morena me espera.
    Olhei pra fora pra causo algum desaforo
    E larguei meu marca-touro nas ventas daquele quera.
    Deu rebuliço por causa da tal pinguancha
    E o mulato em mim se avança igual touro na invernada
    Baixei-lhe o mango igual surro aporreado
    Garrei ela e "fumo" a tranco e "varemo" a madrugada.

    To com a china que eu queria no meu zaino engarupada
    Numa noite enluarada nós se tapando de achego.
    Morena lindaça que num cafungo arrepia
    Se agrado da minha linha e pousou nos meus pelego.

    (Sou peão de estância e pras gurias cantador,
    Não me abalo por cambicho mas vou metendo pavor.)


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