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Canção da Noite N. 2

Guccini Francesco

Canzone Di Notte N. 2

E un' altra volta è notte e suono,
non so nemmeno io per che motivo, forse perchè son vivo
e voglio in questo modo dire "sono"
o forse perchè è un modo pure questo per non andare a letto
o forse perchè ancora c'è da bere
e mi riempio il bicchiere..

E l' eco si è smorzato appena
delle risate fatte con gli amici, dei brindisi felici
in cui ciascuno chiude la sua pena,
in cui ciascuno non è come adesso da solo con sé stesso
a dir "Dove ho mancato, dov'è stato?",
a dir "Dove ho sbagliato?"

Eppure fa piacere a sera
andarsene per strade ed osterie, vino e malinconie,
e due canzoni fatte alla leggera
in cui gridando celi il desiderio che sian presi sul serio
il fatto che sei triste o che t'annoi
e tutti i dubbi tuoi...

Ma i moralisti han chiuso i bar
e le morali han chiuso i vostri cuori e spento i vostri ardori:
è bello ritornar "normalità",
è facile tornare con le tante stanche pecore bianche!
Scusate, non mi lego a questa schiera:
morrò pecora nera!

Saranno cose già sentite
o scritte sopra un metro un po' stantìo, ma intanto questo è mio
e poi, voi queste cose non le dite,
poi certo per chi non è abituato pensare è sconsigliato,
poi è bene essere un poco diffidente
per chi è un po' differente...

Ma adesso avete voi il potere,
adesso avete voi supremazia, diritto e Polizia,
gli dei, i comandamenti ed il dovere,
purtroppo, non so come, siete in tanti e molti qui davanti
ignorano quel tarlo mai sincero
che chiamano "Pensiero"...

Però non siate preoccupati,
noi siamo gente che finisce male: galera od ospedale!
Gli anarchici li han sempre bastonati
e il libertario è sempre controllato dal clero, dallo Stato:
non scampa, fra chi veste da parata,
chi veste una risata...

O forse non è qui il problema
e ognuno vive dentro ai suoi egoismi vestiti di sofismi
e ognuno costruisce il suo sistema
di piccoli rancori irrazionali, di cosmi personali,
scordando che poi infine tutti avremo
due metri di terreno...

E un' altra volta è notte e suono,
non so nemmeno io per che motivo, forse perchè son vivo
o forse per sentirmi meno solo
o forse perchè a notte vivon strani fantasmi e sogni vani
che danno quell' ipocondria ben nota,
poi... la bottiglia è vuota...

Canção da Noite N. 2

E mais uma vez é noite e eu toco,
não sei nem eu por que motivo, talvez porque estou vivo
e quero de algum jeito dizer "estou"
ou talvez porque é uma forma de não ir pra cama
ou talvez porque ainda tem bebida
então eu encho meu copo..

E o eco se apagou apenas
das risadas feitas com os amigos, dos brindes felizes
em que cada um fecha sua dor,
em que cada um não está como agora, sozinho consigo mesmo
a dizer "Onde eu falhei, onde foi?",
a dizer "Onde eu errei?"

E ainda assim é bom à noite
sair pelas ruas e botecos, vinho e melancolias,
e duas canções feitas de qualquer jeito
em que gritando escondo o desejo de que levem a sério
o fato de que você está triste ou que está entediado
e todas as suas dúvidas...

Mas os moralistas fecharam os bares
e as morais fecharam seus corações e apagaram seus ardores:
é bonito voltar à "normalidade",
é fácil voltar com as tantas ovelhas brancas cansadas!
Desculpem, não me junto a esse grupo:
morrerei como a ovelha negra!

Serão coisas já ouvidas
o escritas em um papel um pouco mofado, mas enquanto isso é meu
e depois, vocês não falam essas coisas,
depois, claro, para quem não está acostumado a pensar é desaconselhado,
depois é bom ser um pouco desconfiado
para quem é um pouco diferente...

Mas agora vocês têm o poder,
agora vocês têm supremacia, direito e Polícia,
os deuses, os mandamentos e o dever,
infelizmente, não sei como, vocês são muitos e muitos aqui na frente
ignorando aquele verme nunca sincero
que chamam de "Pensamento"...

Mas não se preocupem,
nós somos gente que acaba mal: cadeia ou hospital!
Os anarquistas sempre foram espancados
e o libertário sempre é controlado pelo clero, pelo Estado:
não escapa, entre quem se veste de gala,
quem veste uma risada...

Ou talvez o problema não esteja aqui
e cada um vive dentro de seus egoísmos vestidos de sofismos
e cada um constrói seu sistema
de pequenos rancores irracionais, de cosmos pessoais,
esquecendo que no final todos teremos
dois metros de terreno...

E mais uma vez é noite e eu toco,
não sei nem eu por que motivo, talvez porque estou vivo
ou talvez para me sentir menos sozinho
ou talvez porque à noite vivem estranhos fantasmas e sonhos vãos
que dão aquela hipocondria bem conhecida,
então... a garrafa está vazia...

Composição: