395px

O Velho e o Menino

Guccini Francesco

Il Vecchio E Il Bambino

Un vecchio e un bambino si preser per mano
e andarono insieme incontro alla sera;
la polvere rossa si alzava lontano
e il sole brillava di luce non vera...

L' immensa pianura sembrava arrivare
fin dove l'occhio di un uomo poteva guardare
e tutto d' intorno non c'era nessuno:
solo il tetro contorno di torri di fumo...

I due camminavano, il giorno cadeva,
il vecchio parlava e piano piangeva:
con l' anima assente, con gli occhi bagnati,
seguiva il ricordo di miti passati...

I vecchi subiscon le ingiurie degli anni,
non sanno distinguere il vero dai sogni,
i vecchi non sanno, nel loro pensiero,
distinguer nei sogni il falso dal vero...

E il vecchio diceva, guardando lontano:
"Immagina questo coperto di grano,
immagina i frutti e immagina i fiori
e pensa alle voci e pensa ai colori

e in questa pianura, fin dove si perde,
crescevano gli alberi e tutto era verde,
cadeva la pioggia, segnavano i soli
il ritmo dell' uomo e delle stagioni..."

Il bimbo ristette, lo sguardo era triste,
e gli occhi guardavano cose mai viste
e poi disse al vecchio con voce sognante:
"Mi piaccion le fiabe, raccontane altre!"

O Velho e o Menino

Um velho e um menino se pegaram pela mão
E foram juntos ao encontro da noite;
a poeira vermelha subia ao longe
e o sol brilhava com uma luz falsa...

A imensa planície parecia se estender
Até onde o olho de um homem podia ver
e ao redor não havia ninguém:
Apenas o sombrio contorno de torres de fumaça...

Os dois caminhavam, o dia caía,
o velho falava e aos poucos chorava:
Com a alma ausente, com os olhos molhados,
Seguia a lembrança de mitos passados...

Os velhos sofrem as injúrias dos anos,
não conseguem distinguir o verdadeiro dos sonhos,
os velhos não sabem, em seu pensamento,
distinguir nos sonhos o falso do verdadeiro...

E o velho dizia, olhando para longe:
"Imagina isso coberto de trigo,
imagina os frutos e imagina as flores
e pensa nas vozes e pensa nas cores

e nesta planície, até onde se perde,
cresciam as árvores e tudo era verde,
cai a chuva, marcavam os sóis
o ritmo do homem e das estações..."

O menino parou, o olhar era triste,
e os olhos viam coisas nunca vistas
e então disse ao velho com voz sonhadora:
"Eu gosto de contos, conta mais histórias!"

Composição: