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Letra

Von Loon

Von Loon

Von Loon, um cara que eu diria sempre destinado a um trabalho mais pesadoVon Loon, uomo destinato direi da sempre ad un lavoro più forte
que suas costas ou sua inteligência não queriam suportarche le sue spalle o la sua intelligenza non volevano sopportare
parecia quase ter sido abençoado pela sortesembrò quasi baciato da una buona sorte
quando teve que ir;quando dovette andare;
mas parece que ele nunca entrou para a história,sembra però che non sia mai entrato nella storia,
más isso são coisas que a gente sempre descobre depois,ma sono cose che si sanno sempre dopo,
da mesma forma, ninguém nunca pediu para escolherd' altra parte nessuno ha mai chiesto di scegliere
tampouco a águia ou o rato;neanche all' aquila o al topo;
depois, um certo dia, carimba todo um futuropoi un certo giorno timbra tutto un avvenire
ou uma guerra estilhaça como uma pedrada,od una guerra spacca come una sassata,
mas já vi que até um rato sabe rugirma ho visto a volte che anche un topo sa ruggire
e até uma águia que caiu...ed anche un' aquila precipitata...

Quantos anos, dia após dia, temos que viver com umQuanti anni, giorno per giorno, dobbiamo vivere con uno
para entender o que passa na cabeça dele ou o que ele quer ou quem é,per capire cosa gli nasca in testa o cosa voglia o chi è,
turistas do vazio, exploradores de ninguémturisti del vuoto, esploratori di nessuno
que não seja eu ou mim;che non sia io o me;
Von Loon vivia e eu achava que ele estava mortoVon Loon viveva e io lo credevo morto
ou, pior, inútil, só pela distânciao, peggio, inutile, solo per la distanza
entre seus mitos diferentes e minha juventude e soberania de então,fra i suoi miti diversi e la mia giovinezza e superbia d' allora,
minha ignorância:la mia ignoranza:
que eu sabia quanto ele havia navegadoche ne sapevo quanto avesse navigato
com a coragem de um Caboto entre as ondascon il coraggio di un Caboto fra le schiume
de cada um de seus dias e que um tubarão se tornou,di ogni suo giorno e che uno squalo è diventato,
dia após dia, peixe de rio...giorno per giorno, pesce di fiume...

Von Loon, Von Loon,Von Loon, Von Loon,
que coisa você carrega dentro, quando a mente se calache cosa porti dentro, quando tace
e a estação encontra paz?la mente e la stagione si dà pace?
Você persegue uma sombra ou essa mesma paz está em você?Insegui un' ombra o quella stessa pace l' hai in te?
Eu gostaria de saberVorrei sapere
o que você vê quando olha ao redor,che cosa vedi quando guardi attorno,
paisagens distantes ou este dialontani panorami o questo giorno
já é o suficiente, é como um novo presente para você?è già abbastanza, è come un nuovo dono per te?

Von Loon, Von Loon,Von Loon, Von Loon,
o que você pensa neste setembroa cosa pensi in questo settembrino
neblina alta que mancha o Apennino,nebbieggiare alto che macchia l' Appennino,
hora que você tem tanto tempo para pensar, mas para quem?ora che hai tanto tempo per pensare, ma a chi?
Vai, velho, vai,Vai, vecchio, vai,
não tenha medo, que cada um terá sua razãonon temere, che avrà una sua ragione
e uma justificativa,ognuno ed una giustificazione,
mesmo que qual nunca saberemos, nunca!anche se quale non sapremo mai, mai!

Agora Von Loon está se preparando devagar para sua última viagem,Ora Von Loon si sta preparando piano al suo ultimo viaggio,
as malas já prontas há tempos, como todo homem prudente,i bagagli già pronti da tempo, come ogni uomo prudente,
ou melhor, a mala, a usual, de um simples ou um sábio,o meglio, il bagaglio, quello consueto, di un semplice o un saggio,
ou seja, pouco ou nadacioè poco o niente
e ele realmente irá para um lugar seu ou uma história suae andrà davvero in un suo luogo o una sua storia
com todos os livros que a vida lhe proibiu,con tutti i libri che la vita gli ha proibito,
com velhos amigos dos quais ele perdeu a memória,con vecchi amici di cui ha perso la memoria,
com o infinito,con l'infinito,
donde até nas nossas montanhas é sempre verão,dove anche su quei monti nostri è sempre estate,
mas se alguém quer aquele inverno sem preocupaçõesma se uno vuole quell' inverno senza affanni
que rangia sob o gelo das botas cravadas de um tempo,che scricchiolava in gelo sotto le chiodate scarpe di un tempo,
dos seus dezoito anos,dei suoi diciottanni,
dos seus dezoito anos...dei suoi diciottanni...


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