L’aigle Et La Foudre
On déguste la vie
A la petite cuillère
Comme un bon gros plat de merde
Nos frères bêtes à chagrin
Traînent leurs sacs de misère
Sous l’œil des actionnaires
La complaisance du silence
N'arrache plus aucune larme
La revanche de la sueur
A déposé toutes ses armes
Le monarque absolu
N'épargne rien ni personne
Du haut de son arrogance
Entre l'aigle et la foudre
A l'ombre de sa couronne
Il cire ses ordonnances
La complaisance du silence
N'arrache plus aucune larme
La revanche de la sueur
A déposé toutes ses armes
Alors on ferme nos gueules
Le capital est assis dessus
Avec son gros cul seul
Et toutes la poussière de nos rues
Je suis mort de froid
Dans mon confort intérieur
Je suis mort de honte
Dans un corps qui m'autorise tout
Je suis mort d'ennui
En été comme en hiver
Je suis mort de peur
A Águia e o Raio
A gente saboreia a vida
Com uma colherzinha
Como um prato bem fedido
Nossos irmãos, bestas de tristeza
Arrastam seus fardos de miséria
Sob o olhar dos acionistas
A complacência do silêncio
Não arranca mais nenhuma lágrima
A revanche do suor
Desarmou todas as suas armas
O monarca absoluto
Não poupa nada nem ninguém
Do alto da sua arrogância
Entre a águia e o raio
À sombra da sua coroa
Ele lustrando suas ordens
A complacência do silêncio
Não arranca mais nenhuma lágrima
A revanche do suor
Desarmou todas as suas armas
Então a gente fecha a boca
O capital tá sentado em cima
Com seu traseiro gordo
E toda a poeira das nossas ruas
Eu tô morrendo de frio
No meu conforto interior
Eu tô morrendo de vergonha
Num corpo que me permite tudo
Eu tô morrendo de tédio
No verão como no inverno
Eu tô morrendo de medo