exibições de letras 23

Terno de Bacana (part. Thales Dusares e Dedezito Cavaliere)

Guilherme Caboclo

Letra

    Já fui trocado, humilhado
    Escorraçado
    Vi meu povo escravizado
    E não pude fazer nada

    Fui taxado
    De drogado alucinado
    Só porquê minha bebida
    Não é a base de cevada

    Fui chamado de lesado
    Só porque a patricinha
    Aquele dia
    Me deu mole e eu nem aí

    Que gente chata
    Escrota e alienada
    Eu só queria uma nave
    Para me abduzir

    E vou em busca
    De algum outro planeta
    Aonde o sofrer do outro
    Não faça o outro sorrir

    Estou cansado
    De nadar num mar de lama
    Enquanto o Terno de Bacana
    Dá role de Jet Ski

    Tô cansado
    De nadar num mar de lama
    Enquanto o Terno de Bacana
    Dá rolé de Jet Ski
    E atrasado
    Por nadar num mar de lama
    Enquanto o Terno de Bacana
    É só Rolex

    Não entendo
    Tanta gente competente
    Se achando diferente
    Por morar no Buritis

    Mas não entendo
    Tanta gente diferente
    Se achando competente
    Por morar no Buritis

    Fui chamado
    De preto fudido
    Vagabundo, ordinário
    Arrogante convencido

    Mas eu? Não ligo
    E só trabalho com amigo
    Não sou da trairagem
    Estilo ternin bacana
    Da sustentabilidade
    Chegou no fim de semana
    Tira o carro da garagem
    Mas gastar água do povo na calçada?
    É sacanagem
    É sacanagem
    Água do povo na calçada?
    É sacanagem
    É sacanagem
    Água do povo na calçada
    É sacanagem

    Muita gente foda se sentindo um bosta
    Um monte de bosta se achando foda
    Viva la favela!
    Na viela tem mais 5 Jet Ski
    Tipo Bruce Lee
    Vem de Hennessy

    Pretos querem ice
    Brancos querem ice
    Muitos querem muito
    Poucos querem pouco
    Todos querem mais
    Tolos querem mais

    Dusares, mineiro suburbano
    Mano Guilherme Caboclo?
    Índio, preto, branco, pardo
    Malandro mulato, respeito é nato

    Terno de Bacana? Capitães do mato
    Gafanhotos pros senhores feudais
    Natural ou místico, doa quem a quem doer

    Água do povo na calçada?

    É tipo assim
    Botar fogo na floresta
    Vender que preto não presta
    E esconder dentro da fresta
    Admiração por genocida indígena
    Lá no meio
    Desse tanto de lacaio
    Fala feito papagaio
    Só que age como rato
    Nossa rima é o gato
    A pedra dentro do sapato
    Ou melhor, da bota
    Do capitão do mato
    Que só mata e desmata
    A nossa mata, a nossa pátria
    O nosso povo, o nosso canto
    O nosso pranto vale tanto?
    No entanto agora canto
    E eu vou dilacerando
    O engano em todo canto
    Gostam de ver o sangue
    E derrama, mas meu mano
    O meu manto
    Ele é feito de Vibranium
    Direto de Wakanda
    Com magias de Umbanda
    E lições de Aqualtune
    Que comandou 10 mil homens
    Passou fome foi escrava
    Mesmo assim fez o seu nome
    No Quilombo dos Palmares
    Zumba, Sabina e Gana
    Não tenha medo dos caras
    Nem dos bota
    Bota a cara, e não desonre
    A luta dos Pantera
    Que já vem e é de ano

    Pra racista otário eu sou Kamaru Usman
    Sangue brasileiro e meu dom é africano


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