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Revolução Dos Bichos

Guilherme Andrade Cardoso

Letra

    Nosso presidente
    Sempre foi e sempre será ausente
    Apenas um salafrário residente
    Um palaciano representante
    De uma população irrepresentável
    Em uma sociedade irreconciliável e doente
    E não importa quem esteja sentado
    Na cadeira da câmara ou do senado
    Desse nosso corrupto e anêmico estado
    Pois o poder faz da mente indecente
    E só quem corrompe acumula poder
    Em um sistema falido moral e financeiramente

    Mas não temam nada!
    Vejam as janelas, olhem pro céu agora
    É ele que vem descendo
    A lenda, o mito
    O salvador das escrituras, o prometido
    Abram alas para quem o quiser acompanhar
    Vão, vão embora
    Dessa vida de amargar
    Para o tão sonhado
    Paraíso perfeito... Dos bichos!?

    E na cabeça deles nada é imprescindível
    Além da vontade de tirar aquele por fora
    Sempre que for possível (sempre é)
    As custas de quem se mata de domingo a domingo
    Nessa pandemia de decisões irresponsáveis
    Elegidas como quem joga (nossas vidas) no bingo
    E se existisse uma alternativa milagrosa
    Sem muita reflexão e imediatista
    Você poderia até contar comigo
    Mas foi justamente pensando nesse sentido
    Que chegamos aonde estamos
    E dificilmente sairemos todos vivos

    E se você acha que está tudo bem lá fora
    Você perdeu a noção da realidade
    Tudo está tão fora de lugar
    Não há nada nem ninguém
    Onde deveria estar
    Eu sei que é difícil compreender
    Tudo aquilo que se é preciso fazer
    Mas desistir não é uma opção
    Na sua cabeça: Revolução

    De volta a vida você se prepara
    E vamos dar viva as nossas forças desarmadas
    Aquelas tantas que aguentam caladas
    Desvitaminadas, desorientadas
    A todo momento sempre a mesma ladainha
    Desses porcos bípedes que usam gravatas
    Vendendo ilusões durante o dia
    E tramando esquemas sórdidos de madrugada
    Você está cansado dessa palhaçada
    Você quer se armar, você quer se amar
    Mas te desarmaram no começo da insurreição
    E na sua mão apenas um voto, sempre em vão

    E todo dia você acorda morta
    Com um nó na garganta
    E uma mudez inexplicável
    Palavras enforcadas, proibidas
    Um dicionário que a cada ano
    Se atualiza para ser extinto
    Tanta coisa errada se observa
    E só uma pessoa pode te salvar
    Adormecida lá no fundo da consciência
    Querendo se levantar
    Essa pessoa é você, querendo pensar

    E no seu ato final de desespero
    Com outros amigos enlouquecidos
    Você entra naquela esplanada
    Porque você quer ser ouvido
    Mostrar para todo mundo
    Que o problema é mais do que político
    É natural, é instintivo, é cultural
    Animais vivendo em um curral

    Mas não temam nada!
    Vejam as janelas, olhem para o céu agora
    É ele que vem descendo
    A lenda, o mito
    O salvador das escrituras, o prometido
    Abram alas para quem o quiser acompanhar
    Vão, vão embora
    Dessa vida de amargar
    Para o tão sonhado
    Paraíso perfeito... Dos bichos?

    Não é o estado que vai me impedir
    De ter a minha liberdade
    A menos é claro, que Ele me mate
    Não é o estado que vai me impedir
    De ter a minha liberdade
    A menos é claro, que Ele me mate


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