395px

Não Me Acostumei [Dias Sozinhos]

Haluk Levent

Alýþamadým [yalnýz günler]

Düþündüm taþýndým sýkýldým bunaldým
Alýþamadým yarýþtým takýntýlarla
Onu bunu giyme
Sakýn küpe takma
Sallana sallana yürüme sokaklarda
Ana baba evde dýrdýr výrvýr
Otogaz zil zýr zýr
Hadi çýldýr
Sýnavlar arka arkaya tren gibi
Manita beklerken sen çek çileyi
Hemen kýzýyorsun morali bozuyorsun
Hayattan bir beklentim kalmadý diyorsun
Evet doðru
Çok doðru bir son
Gelecek uçurum seni de basar
Oku oku çalýþ babn gibi eþek olma
Üniversiteyi kazanamazsan kalýrsýn ortada
Diyenlere sakýn ama sakýn aldrma
Çünkü herkes kendi hayatýný yaþýyor burada
Sýnavlar çok bitecek mi sandýn
Çalýþtýn koçum dur daha yeni baþladýn
Alýþamadým deme hemen geri çekilme
Eðer alýþmak kolay olsa çilelere
Söyle söyle bu dünyada iþimiz ne
Bu gezegende çek çileleri çek çek niye
Alýþamadým bu düzene

Alýþamadým ben bu kente
Alýþamadým sensizliðe

Hakimler savcýlar konuþunca hava atarlar
Mani sever çocuklarý çok çok topladýlar
Olur böyle vakkalar türk polisi yakalar
On yýl oldu ama hala neden bulamadýlar
Yazýn ortasýnda kar yaðar neden diye sorma
Sen yaktýn sen yýktýn ormanlarý
Yerine bina diktin kendine sor bunlarý
Düþün dur çöz bunlarý gör bunlarý
Kravatlý amcalar ekranda konuþurken
Sen çileleri onlar dolarlarý sayarken
Af af diye ýrza geçmiþ þebekler
Bak tekrar tehlikeli yetmiþlik nineler
Sonra düþün dur tartýþ araþtýr
Kamuoyu alýþtýr karýþtýr þaþýr
Alýþamazsýn sen de bizim gibi
Eder seni de deli bu dünya düzeni
Saçlarým uzun gidemedim kýsaltmaya
Cepteki üç kuruþuda verdik sigaraya
Eve geç geliriz baþlar tantana
Elimizde mikrofon baþladýk haykýrmaya
Alýþamadým alýþamadým sesinize alýþamadým

Alýþamadým ben bu kente
Alýþamadým ben bu sensizliðe

Não Me Acostumei [Dias Sozinhos]

Pensei, me afastei, fiquei sufocado, me desesperei
Não me acostumei, competi com as minhas angústias
Não use isso ou aquilo
Cuidado pra não colocar brinco
Andando balançando pelas ruas
Pais em casa, gritando e brigando
Ônibus apitando, zumbindo
Vai, enlouquece
As provas vêm uma atrás da outra, como um trem
Enquanto a namorada espera, você sofre
Você logo fica irritado, desanima
Diz que não tem mais expectativas na vida
É, tá certo
É um fim muito certo
O futuro é um abismo que te atropela
Estuda, estuda, não seja burro como um jumento
Se não passar na faculdade, fica na pior
Não acredite no que dizem
Porque cada um vive sua própria vida aqui
Achou que as provas iam acabar?
Você estudou, meu chapa, ainda tá só começando
Não diga que não se acostumou, não recue
Se acostumar fosse fácil, não haveria sofrimento
Diga, diga, qual é a nossa nessa vida
Por que sofrer nesse planeta, por que
Não me acostumei com essa rotina

Não me acostumei com essa cidade
Não me acostumei com a solidão

Juízes e promotores se acham os espertos
As crianças adoram, eles juntaram um monte
Acontece, a polícia turca pega
Já faz dez anos, mas ainda não descobriram o porquê
No meio do verão, neva, não pergunte o porquê
Você queimou, você destruiu as florestas
Ergueu prédios, pergunte a si mesmo isso
Pense, pare, resolva isso, veja isso
Tios de gravata falam na tela
Enquanto você sofre, eles contam as grana
Pedindo perdão, os safados
Olha, de novo, as avós perigosas
Depois, pense, pare, discuta, pesquise
A opinião pública se acostuma, confunde, fica perplexa
Você não vai se acostumar como nós
Esse mundo louco te deixará maluco também
Meu cabelo tá longo, não consegui cortar
Dei até as últimas moedas pro cigarro
Chegamos em casa tarde, começa a confusão
Com o microfone na mão, começamos a gritar
Não me acostumei, não me acostumei, não me acostumei com a sua voz

Não me acostumei com essa cidade
Não me acostumei com essa solidão.

Composição: