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O Turista

Hans Söllner

Der Kurgast

In reichenhall, hobn´s auf drängen,
Von a poor gonz b´sonders schlaue leit´
An huaba - bauern untersogt, dass er sich an giggerl hoit.
De kurgäst hob´n sich scho beim burgermoasta drin beschwert
Weil dieses deppate vieh, in da friah immer gar so laut plärrt.
Ob des net gangat, dass ma ea´m lernt, dass er irgendwos singt,
Und einfoch ohne dass er so schreit,
Auf sein misthauf´n ummanonderspringt,
Oba so a g´schroa, na leit´,des muass i eich heit wirklich amol sog´n
Wenn i so a preuss war, i glaub, i kannt´s a nit vertrog´n.
Na na na na na na na na ...............................

Ois nächstes hobn´s g´merkt, dass si` gonz vui leit´ beschwer´n
Über kleinkinder und säuglinge, weil de hoit a´ra so plärr´n
Ma sollt´ drauf achten,
Dass ma bloss vom februar bis juni miteinander pennt,
Donn kemman de kinder, nämli´ erst noch da saison auf´d wöid
Mei, der kurgast hot´s nit gern, der arme, der braucht sei ruah
Und von dem lärm, hot er in da stodt drinn, eh schon mehr als g´nua.
Drum startens jetzt in reicha´holl a aktion, die unter dem motto steht:
" pariser san wichtiger, als brot für de wöid "
Na na na na na na na na ................................

Wias überall is, so hob´n a bei uns vui olte leit´, a kloans hundal, meingood
Earna letzt freid, und weil vui olte leit´ gonz gonz wenig rent´n hob´n,
Hobn´s sofort de hundesteuer erhöht, schlau wiea´s san
Jetzt wern de hundal oiwei weniga, de oitn leit´ steck´ ma ins heim,
Is oi´s bloss für saub´re umwöid, des leich´t uns olle ein
Und damit ma seg´n, so a hund mocht onscheinend wirklich bloss an dreck,
Scheisst da burgamoasta jede nocht am gehsteig, wenn koana siehg´t.
Na na na na na na na na ..................................

Zu guter letzt, hom´s no va`longt, natürlich wieda weg´n an lärm,
Dass de leit, earna ne mopeds und mofas durch´d innenstodt schiab´n
Oda wenns schon foahrn miass´n, donn wenigstens auss´n `rum
Ja, auf da umgehungsstross´n, do kennan´s doch no foahrn de buab´n ,
Wo de lastzüg´ obedonnan im fernverkehr, und jed´n dog,
Do konnst sicha sei´, darennt´s irgendwer
Aber für a stadionsaubare stodt
Muasst scho´ opfer bringa´
Und für unsan burgermoasta, wer i de letzt´n zeil´n singa.
Wenn´s koan giggal mehr gibt, der mi weckt,
Wenn a muadda ihr kind im keller versteckt,
Wenn am königsee hint´n, s´echo va`stummt,
Dann sogst´ a no, des is ois für uns,du saudumma hund.

O Turista

Em Reichenhall, eles estavam insistindo,
Por causa de um bando de gente bem esperta
Um fazendeiro foi questionado, se ele se segurava no galo.
Os turistas já tinham reclamado com o prefeito
Porque esse idiota, de manhã, sempre grita tão alto.
Se não dá pra ensinar ele a cantar alguma coisa,
E simplesmente sem gritar,
Pular em cima do seu monte de estrume,
Mas que gritaria, gente, eu realmente preciso dizer isso pra vocês
Se eu fosse tão prussiano, acho que não aguentaria.
Na na na na na na na na ...............................

A próxima coisa que perceberam, foi que muita gente estava reclamando
Sobre crianças pequenas e bebês, porque eles também gritam
Deveríamos prestar atenção,
Que só de fevereiro a junho a gente dorme junto,
Então as crianças, na verdade, só aparecem na temporada
Meu, o turista não gosta disso, coitado, ele precisa de paz
E com o barulho, ele já tem mais do que suficiente na cidade.
Por isso, agora em Reichenhall, começa uma ação, que tem como lema:
"Parisienses são mais importantes do que pão para o mundo"
Na na na na na na na na ................................

Como em todo lugar, aqui também temos muitos idosos, um cachorro pequeno, meu bem
Na última sexta-feira, e como muitos idosos têm aposentadorias bem baixas,
Eles logo aumentaram o imposto sobre cães, espertos como são
Agora os cachorros estão sempre diminuindo, os velhinhos a gente coloca em casa,
É só pra um meio ambiente limpo, isso agrada a todos nós
E pra que a gente veja, um cachorro aparentemente só faz sujeira,
O prefeito caga na calçada toda noite, quando ninguém vê.
Na na na na na na na na ..................................

Por último, eles ainda se incomodaram, claro, de novo com o barulho,
Que as pessoas, ah, andam de motos e ciclomotores pela cidade
Ou se tiver que andar, pelo menos que seja por fora
Sim, na estrada de contorno, lá ainda podem andar os meninos,
Onde os caminhões passam de longe no transporte, e todo dia,
Lá você pode ter certeza, alguém vai
Mas pra uma cidade limpa
Tem que se fazer sacrifícios
E pro nosso prefeito, que eu canto nas últimas linhas.
Se não tiver mais ninguém que me acorde,
Se uma mãe esconder seu filho no porão,
Se no Lago Rei atrás, o eco se silenciar,
Então você ainda dirá, isso é tudo pra nós, seu cachorro idiota.

Composição: