395px

Canção Sombria

Harmonium

Chanson noire

Le bien, le mal

Le bien, le mal
Ça fait couler des larmes
Ça nous rend végétal
On passe toujours des mains blanches aux mains sales
Tout est bien qui finit mal

La vie, la mort
Ça divise tout ton corps
Ça crée un faux départ
Quand l'homme qui vient d'entrer, c'est l'homme qui sort
Une double vie pour une seule mort

Arrose-moi du soir au matin
Fais couler ta vie dans mes veines
Je suis en train de sécher dans mon coin
Pogné entre

L'amour et la haine
Ça divise mal la semaine
Le coeur vide, la bouche pleine
Pendant que la vie cherche à briser ses chaînes
La mort fait des noeuds dans mes veines

Quand t'as pas le choix de tout connaître
Tu prend une tête faite sur mesure
Quand ton seul choix c'est de disparaître
Tu prend un corps qui prend l'usure

C'est bête, ma tête
me fait mal au coeur
Je crains la tempête
Comme une fleur
Je deviens terne
Puis je m'enferme
Encore plus creux
La peur me cerne
Sous les yeux

Je passe des nuits blanches
A chercher quoi faire de mes journées
Dur comme une planche
Je veux grimper au plafond
Mais je suis pris dans le plancher

Je peux pu rester
Je peux pas m'en aller
J'attends en silence
Ma délivrance

Je peux pu dormir
Je peux pas choisir
Je me chante à chaque soir
Une chanson noire

Canção Sombria

O bem, o mal

O bem, o mal
Fazem derramar lágrimas
Nos tornam vegetais
Sempre passamos das mãos limpas para as mãos sujas
Tudo que é bom acaba mal

A vida, a morte
Dividem todo o seu corpo
Criam um falso começo
Quando o homem que acaba de entrar é o homem que sai
Uma vida dupla para uma única morte

Regue-me do anoitecer até o amanhecer
Deixe sua vida correr nas minhas veias
Estou secando no meu canto
Pegos entre

O amor e o ódio
Dividem mal a semana
Coração vazio, boca cheia
Enquanto a vida tenta quebrar suas correntes
A morte faz nós nas minhas veias

Quando você não tem escolha a não ser conhecer tudo
Você acaba com uma cabeça feita sob medida
Quando sua única escolha é desaparecer
Você pega um corpo que se desgasta

É uma pena, minha cabeça
Me faz mal ao coração
Temo a tempestade
Como uma flor
Fico sem cor
Então me fecho
Ainda mais vazio
O medo me cerca
Sob os olhos

Passo noites em claro
Procurando o que fazer dos meus dias
Duro como uma tábua
Quero subir até o teto
Mas estou preso no chão

Não posso mais ficar
Não posso ir embora
Espero em silêncio
Minha libertação

Não posso mais dormir
Não posso escolher
Canto para mim toda noite
Uma canção sombria

Composição: Michel Normandeau / Serge Fiori / Serge Locat