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Minhas Ossadas

Hate By Hate

Ossa Mea

Ossa mea
Hands of deads, those hands of snow
Tons of ivory, and rich bones
Glindind in the air, in a soft and light gesture
That seems to order, but just beg

Ossa mea
Kyrie eleison
Ossa mea
Requiescat in pace

Rise in the distance as if raised them
Someone that in view of the altar's sacrifices
Hands that consecrate, hands that leave soon
But whose shadow stay in my eyes

Ossa mea
Kyrie eleison
Ossa mea
Requiescat in pace

They sing this mansion, where among weeping
Each one waits for the sepulchral handful
Of damp dust that will stifle its corners
Each of us is a compass without north
Others sing the life: I sing death

I feel them now
Bigs, hurts, pales, touchings
Silent the eyes
Of the deadly signs
Hands of hope
To the madness souls
Closing so many mouths in the same time

Minhas Ossadas

Minhas ossadas
Mãos de mortos, essas mãos de neve
Toneladas de marfim, e ossos ricos
Brilhando no ar, em um gesto suave e leve
Que parece ordenar, mas só implora

Minhas ossadas
Kyrie eleison
Minhas ossadas
Descanse em paz

Ergam-se à distância como se fossem levantadas
Alguém que à vista dos sacrifícios do altar
Mãos que consagram, mãos que logo partem
Mas cuja sombra fica nos meus olhos

Minhas ossadas
Kyrie eleison
Minhas ossadas
Descanse em paz

Cantam esta mansão, onde entre lágrimas
Cada um espera pela punhadinho sepulcral
De poeira úmida que vai sufocar seus cantos
Cada um de nós é uma bússola sem norte
Outros cantam a vida: eu canto a morte

Eu os sinto agora
Grandes, feridos, pálidos, toques
Silenciam os olhos
Dos sinais mortais
Mãos de esperança
Para as almas enlouquecidas
Fechando tantas bocas ao mesmo tempo

Composição: Sandro Santana