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Amor de Mãe (parte. La Puri e Manuel El Popeye)

HAZE (ES)

Amor de Madre (part. La Puri y Manuel El Popeye)

Estoy en Soto del Real
Por un atraco
¡Al suelo!
En el maco
Otra vez en el talego
Sin tele, sin tabaco
Sin un pavo en el peculio
Sin socios en el patio
Mi vida le prestaba
Una semana a esos jueces
El jefe de servicios
Me conoce de otras veces
Se alegra de verme
Está loco por meterme
En el tubo, para joderme

Tengo que ser fuerte
No buscarme un parte
Achantar la muy
Y no rebotarme
El guardia no deja de provocarme
Dice que acabaré meando sangre
No voy a chinarme
Eso es lo que quiere
Para dejar que me desangre
Ni va a abuchararme
Si es tan hombre
¡Que tire!
¡Que venga a matarme!

De cunda, de cunda, de cunda voy
De talego a talego
De aquí para allá
Cuando me den la bola
Voy a volar
Voy a volar
Voy a volar

De cunda, de cunda, de cunda voy
De talego a talego
De aquí para allá
Cuando me den la bola
Voy a volar
Voy a volar
Voy a volar

El cabo de varas se ha chivado
Dijo que trapicheo
Que tengo un pincho apalancao'
En el cacheo me han pillado
El consumao'
Me han pegado un caneo
Me han reventado
En el tubo apesta a meado
Está oscuro
Todo el día apagado
Cuatro muros
Todo emparanoyado
Esmorecío', amoratao'
Me tienen chapao'
En aislamiento
Donde el más kíe ha suplicado
Misericordia entre lamentos
No piso patio
Desde hace tiempo
Convivo con mis propios excrementos
Dentro de este búnker de cemento
Se comenten crímenes
Contra los internos
Amor de madre
Libertad para los presos
Cuando leas esta carta
Estaré muerto

Siento un vacío en mi pecho
Que todo se vuelve negro
Me siento libre
Y levanto el vuelo
¡Y ya no pago talego!

De cunda, de cunda, de cunda voy
De talego a talego
De aquí para allá
Cuando me den la bola
Voy a volar
Voy a volar
Voy a volar

De cunda, de cunda, de cunda voy
De talego a talego
De aquí para allá
Cuando me den la bola
Voy a volar
Voy a volar
Voy a volar

Amor de Mãe (parte. La Puri e Manuel El Popeye)

Estou em Soto del Real
para um roubo
Ao solo!
na maça
novamente na bolsa
Sem TV, sem tabaco
Sem um peru no bolso
Sem parceiros no quintal
eu emprestei minha vida
Uma semana para aqueles juízes
O chefe de serviços
me conhece de outros tempos
feliz em me ver
Ele é louco por me colocar
No tubo, para me foder

Tenho que ser forte
não me procure uma parte
achatar o muito
E não me jogue
O guarda não para de me provocar
Ele diz que eu vou acabar mijando sangue
eu não vou para a china
é isso que você quer
Para me deixar sangrar
Ele não vai me vaiar
se ele é um homem assim
Que puxa!
Venha me matar!

De cunda, de cunda, de cunda eu vou
De bolsa em bolsa
Daqui pra lá
quando eles me dão a bola
eu vou voar
eu vou voar
eu vou voar

De cunda, de cunda, de cunda eu vou
De bolsa em bolsa
Daqui pra lá
quando eles me dão a bola
eu vou voar
eu vou voar
eu vou voar

A capa de varas foi relatada
Ele disse que eu engano
Que eu tenho um espeto apalancao'
Na revista eles me pegaram
o consumidor
Eu fui atingido com uma canoa
eu tenho sido preso
No tubo cheira a mijo
Esta escuro
o dia todo de folga
quatro paredes
tudo empanado
Esmorecío', machucado'
Eles me têm chapo'
em isolamento
Onde o mais kíe implorou
Misericórdia entre arrependimentos
sem chão do pátio
Por muito tempo
Eu vivo com meu próprio excremento
Dentro deste bunker de cimento
crimes são cometidos
contra os estagiários
Amor de mãe
liberdade para presos
ao ler esta carta
eu estarei morto

sinto um vazio no peito
que tudo fica preto
sinto-me livre
E eu voo
E não pago mais talego!

De cunda, de cunda, de cunda eu vou
De bolsa em bolsa
Daqui pra lá
quando eles me dão a bola
eu vou voar
eu vou voar
eu vou voar

De cunda, de cunda, de cunda eu vou
De bolsa em bolsa
Daqui pra lá
quando eles me dão a bola
eu vou voar
eu vou voar
eu vou voar