Corazón
Corazón, me estás mintiendo...
Corazón, ¿por qué lloras?
No me ves que voy muriendo
de esta pena a tu compás.
Si sabés que ya no es mía,
que a otros brazos se entregó,
no desmayes todavía,
sé constante como yo.
Dame tu latido
que yo quiero arrancar
esta flor de olvido
que ella ha prendido
sobre mi mal.
Corazón,
no la llames
ni le implores,
que de tus amores
nunca has merecido
tanta humillación.
Creo en Dios
y la vida,
con sus vueltas,
sé que de rodillas
la traerá a mis puertas
a pedir perdón.
Ya verás, cuando retorne
y en sus pasos traiga fe,
que no es loca mi esperanza,
que no en vano la lloré.
Yo tendré en mi boca un beso
para su desolación
y mis manos las caricias
que le entreguen el perdón.
Pero si no viene
¡yo no quiero vivir!
Y en mi triste noche
sin un reproche
sabré morir...
Coração
Coração, você está me enganando...
Coração, por que choras?
Não vê que estou morrendo
com essa dor ao seu compasso.
Se você sabe que já não é minha,
que se entregou a outros braços,
não desanime ainda,
seja constante como eu.
Dê-me seu batimento
que eu quero arrancar
essa flor do esquecimento
que ela plantou
sobre meu mal.
Coração,
não a chame
nem implore,
pois dos seus amores
nunca mereceu
tanta humilhação.
Acredito em Deus
e na vida,
com suas voltas,
sei que de joelhos
ela virá à minha porta
a pedir perdão.
Você verá, quando retornar
e em seus passos trouxer fé,
que minha esperança não é loucura,
que não chorei em vão.
Eu terei em minha boca um beijo
para sua desolação
e minhas mãos as carícias
que lhe entreguem o perdão.
Mas se não vier
não quero viver!
E na minha triste noite
sem um reproche
eu saberei morrer...