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A Origem

Héctor Negro

El origen

El polen que dio origen
ancló en algún encordado,
el viento trajo simientes,
y brotó, de sobresalto.

Palabra de Africa oscura,
la bautizó en un atajo,
de una guajira acriollada
se hizo ritmo y se hizo canto.

Alimentada de lunas,
de brasas que la entibiaron,
de calor de pechos firmes,
de relinchos de caballos.
Supo del triste lamento
y del fuego enamorado,
del alarde en la rencilla
y del sentido relato.

Guapeando por las orillas,
por boliches trasnochando,
corralonera en las albas,
carros y amores atando.

Copando las rancherías,
donde también la bailaron,
alzó la trova al viento
se disparó toda canto.

Vaya a saber qué caminos,
qué calles la reencontraron,
carcelaria o bolichera,
cuando el payador la trajo.
Milonga por un origen
que le dio semilla al tango,
bordonas para arrancarlas,
corte quebrada y abrazo.

Milonga para cantarla
a la orilla de este río
Del Plata y sepan la estirpe
que fundan los cantos míos.

Gabino puso la endecha
y payando la supimos,
de cantores milongueros
nació un Gardel y un camino.

Desparramadas guitarras
milonguearon y fue el himno
que se olvidaron un día
y otro día descubrimos
para cantar por milonga.
Lo que en milonga vivimos.

(Coro)
¡Cantemos a nuestro origen
desde el Río de la Plata!

(Pregones)
Milonga por un origen
que le dio semilla al tango.
(Coro)
De cantores milongueros
nació un Gardel y un camino.
(Coro)
Hay que cantar por milonga
pa'que se acabe la farsa.
(Coro)
Siguiendo la tradición
nuestro canto a la esperanza.
(Coro)
Hay que cantar por milonga
lo que en milonga vivimos,
hay que cantar por milonga
lo que en milonga vivimos.

A Origem

O pólen que deu origem
ancorou em algum cordão,
o vento trouxe sementes,
e brotou, de repente.

Palavra da África escura,
ela foi batizada em um atalho,
de uma guajira misturada
se fez ritmo e se fez canto.

Alimentada de luas,
de brasas que a aqueceram,
do calor de peitos firmes,
de relinchos de cavalos.
Soube do triste lamento
e do fogo apaixonado,
do alarde na rixa
e do relato sentido.

Desfilando pelas margens,
por botecos até de madrugada,
corralera nas alvoradas,
carros e amores amarrando.

Invadindo as comunidades,
donde também a dançaram,
alçou a trova ao vento
e disparou todo canto.

Vá saber que caminhos,
que ruas a reencontraram,
carcerária ou botecagem,
quando o payador a trouxe.
Milonga por uma origem
que deu semente ao tango,
bordonas para arrancá-las,
corte quebrado e abraço.

Milonga para cantá-la
a beira deste rio
Do Prata e saibam a linhagem
que fundam os meus cantos.

Gabino pôs a lamentação
e payando a soubemos,
de cantores milongueiros
nasceu um Gardel e um caminho.

Guitarras espalhadas
milonguearam e foi o hino
que se esqueceram um dia
e outro dia descobrimos
para cantar pela milonga.
O que em milonga vivemos.

(Coro)
Cantemos a nossa origem
desde o Rio da Prata!

(Pregões)
Milonga por uma origem
que deu semente ao tango.
(Coro)
De cantores milongueiros
nasceu um Gardel e um caminho.
(Coro)
Tem que cantar pela milonga
pra acabar com a farsa.
(Coro)
Seguindo a tradição
nosso canto à esperança.
(Coro)
Tem que cantar pela milonga
o que em milonga vivemos,
tem que cantar pela milonga
o que em milonga vivemos.

Composição: Osvaldo Avena