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Nem me entrego, nem vou embora

Héctor Negro

Ni me entrego ni me voy

Porque es mi tierra me quedo.
Para saber lo que soy.
Y quiero pero no puedo,
pero igual en ella estoy.

Tengo muchas ilusiones,
muchas ganas, mucha amor.
Tengo sueños a montones
y años jóvenes en flor.

Aquí estoy y no trabajo,
pues trabajo no me dan.
Como están los de acá abajo
que sufren y no se ven.
Aquí estoy enamorado,
sin tener donde anidar.
Con muy poquito pasado
y el futuro que no está.

Acá estoy con los de abajo.
Y los de arriba... ¿en qué andarán?

Porque es mi suelo lo quiero.
Aunque me traten tan mal.
Y sigo porque me juego
a que nada sea igual.

Siempre tengo mi esperanza
y con ella yo me doy.
Y aunque a veces no me alcanza,
ni me entrego, ni me voy.

Nem me entrego, nem vou embora

Porque é minha terra, eu fico.
Pra saber quem eu sou.
E eu quero, mas não consigo,
mas mesmo assim, aqui estou.

Tenho muitas ilusões,
muita vontade, muito amor.
Tenho sonhos a rodo
e anos jovens em flor.

Aqui estou e não trabalho,
pois trabalho não me dão.
Como estão os de cá de baixo
que sofrem e não se vê.
Aqui estou apaixonado,
sendo sem ter onde ficar.
Com um passado bem curtinho
e um futuro que não tá.

Aqui estou com os de baixo.
E os de cima... o que será que andam?

Porque é meu chão, eu quero.
Mesmo que me tratem mal.
E sigo porque me arrisco
a que nada seja igual.

Sempre tenho minha esperança
e com ela eu me dou.
E mesmo que às vezes não me alcance,
nem me entrego, nem vou embora.

Composição: