Mörderballade
Meine Frau hat nicht gefragt.
Ich hab eh nie viel gesagt.
Hab ihr nie vom Job erzählt.
Plötzlich dieses schöne Geld.
Es ging leichter als gedacht.
Erst paar Tage blau gemacht,
dann den Richtigen getroffen.
Nachgedacht und nicht gesoffen
Hatte nichts mehr zu verliern.
Konnt nicht mehr die Wand anstiern.
Jeder Tag ein Sarg voll Mist.
Frau, zwei Kinder, ein Tourist.
Dieser Vorschuß, wie der brennt.
Einen, den man gar nicht kennt,
töten, wie sonst ein Insekt.
Dann ins Ausland, gut versteckt.
Die Familie wird versorgt.
Ein Gesicht wird mir geborgt,
Name, Lebenslauf und Paß.
Nächster Auftrag. So ist das.
Tus nicht, winselt er, nein, nicht.
Bonbontränen im Gesicht.
Die Pistole drückt aufs Hirn.
Pfennigabdruck in der Stirn.
Laß mich leben, laß mich fliehn.
Schade wär es nicht um ihn.
Dies verkommene Stück Fleisch.
Wie ein Wal, der ein Geräusch
Tief im Meer nicht orten kann,
ramm ich meine Wände an,
meine kalte trockne Haut.
Hab mir zuviel zugetraut.
Auftrag niemals ausgeführt.
Nichts gedacht und nichts gespürt.
Kein Pardon in diesem Spiel.
Ich, ein todgeweihtes Ziel.
War zu schwach, um gut zu sein.
Und fürs Böse viel zu klein.
Weder aufrecht noch gemein.
Frei sein heißt, ein Nichts zu sein.
Frei sein heißt, ein Nichts zu sein.
Frei sein heißt, ein Nichts zu sein.
Balada do Assassino
Minha mulher não perguntou.
Eu nunca disse muito.
Nunca falei do trabalho.
De repente, esse dinheiro bonito.
Foi mais fácil do que pensei.
Primeiros dias só de boa,
depois encontrei o certo.
Pensei bem e não bebi.
Não tinha mais nada a perder.
Não conseguia mais olhar pra parede.
Todo dia um caixão cheio de merda.
Mulher, dois filhos, um turista.
Esse adiantamento, como queima.
Um que nem conheço,
matar, como se fosse um inseto.
Depois pro exterior, bem escondido.
A família vai ser cuidada.
Um rosto me é emprestado,
nome, currículo e passaporte.
Próximo trabalho. Assim é.
"Não faça isso", ele implora, "não, não."
Lágrimas de doce no rosto.
A pistola pressionando a cabeça.
Marca de centavo na testa.
"Me deixe viver, me deixe fugir."
Não seria uma pena pra ele.
Esse pedaço de carne podre.
Como uma baleia que não consegue fazer barulho
No fundo do mar, não consigo me localizar,
bato nas minhas paredes,
minha pele fria e seca.
Confiei demais em mim.
Trabalho nunca realizado.
Não pensei em nada e não senti nada.
Sem perdão nesse jogo.
Eu, um alvo condenado.
Fui fraco demais pra ser bom.
E pra ser mau, muito pequeno.
Nem honesto nem cruel.
Ser livre é ser um nada.
Ser livre é ser um nada.
Ser livre é ser um nada.