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De Sina Campeira

Henrique Abero

Letra

    Me pateou um verso crioulo quando me orquetei no basto
    As rimas, cheirando a pasto, se perdiam campo a fora
    Vivo destapando aurora num trotão "véio" socado
    De caborteiros delgados que cismam coicear as esporas

    Volteio tempos, passados, com esta estampa de monarca
    Sou orelhano de marca que ao rigor foi falquejado
    Sovei garras e aporreados, bailei em pisos de chão
    Fiz renascer a tradição no rincão deste povoado

    Refrão
    Te trago, rio grande antigo, a encontro do meu bragado
    Que vem bufando, assustado, levando tudo por diante
    Sou a estampa e o semblante da pampa e da boleadeira
    Da chucra indiada campeira que aqui viveram bem antes (2x)

    Me pateou um verso crioulo quando me orquetei no basto...

    Me aparto da evolução na volta de um corredor
    Deixo versos de fiador semeado a tombo de pealo
    Meu poncho aqui emalo, na anca de um redomão
    E a certeza aos que virão, este cantar de regalo

    Refrão
    Te trago rio grande antigo a encontro do meu bragado...(2x)


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