Me Voy
Voy a cantar mis recuerdos
Estoy bajando por el camino empedrado
Tanto que lo he recorrido, tantas veces lo he pasado
Me voy buscando que otra historia se presente
Abriendo campo al destino, buscando cambie mi suerte
Quedó mi madre encargándome a los santos
Me santiguó con su mano, con la otra se limpió el llanto
Mi recio padre me apretujó entre sus brazos
Me miró como nunca antes, pero me desató el lazo
Cómo duele, cómo me voy alejando
Ya las lomas no me dejan ver el rancho
Voy muy lejos, ya no escucho aullar mi perro
Me acompaña, pero hoy me tocó amarrarlo
La tristeza de pasar donde mi abuelo
Para darle un buen abrazo y que despida su chicuelo
Él me mira y se me acerca bordoneando
Me bendice y le sonrío, pa' que no me vea llorando
Cómo extraño mi tierra
Vuelva
Con cada paso de camino recorrido
Me alejo más de mis viejos y de lo feliz que he sido
No sé hasta cuándo las contrarias de la vida
Me regresen pa' mi rancho, por el que hoy es mi salida
Voy recordando, como lo haré cada día
Las caricias de mi abuela, hasta su triste partida
Ya estoy que extraño los ordeños, los pastales
Los frijoles y arracachas que se dan en los maizales
Cómo duele yo ya no poder quedarme
Cuánto sufro por el llanto de mi madre
Y aunque el tiempo haga repulsa en regresarme
Ya no hay campo de evitar lo inevitable
Me despido de cuanto vecino encuentro
Los que son como familia, los que me vieron creciendo
Sufre mi alma dejar al que me despide
A los amigos de siempre, que espero que no me olviden
Voy recordando el camino que me llevaba a la escuela
Lo recorrí desde niño con mis chocatos de suela
Dejo mi azadón gastado en el cuarto de la herramienta
Él sabe que le agradezco por amansarme en la siembra
No me voy con gusto propio
El destino es el que arrea
Llevo atragantao el llanto
Me duele dejar mi tierra
Estou Indo Embora
Vou cantar minhas lembranças
Estou descendo pelo caminho de pedras
Tanto que já percorri, tantas vezes já passei
Estou indo embora buscando que outra história apareça
Abrindo caminho para o destino, buscando mudar minha sorte
Minha mãe ficou me entregando aos santos
Me abençoou com uma mão, com a outra limpou o pranto
Meu pai forte me apertou nos braços
Me olhou como nunca antes, mas desfez o laço
Como dói, como estou me afastando
Já as colinas não me deixam ver o sítio
Vou muito longe, já não ouço meu cachorro uivar
Ele me acompanha, mas hoje tive que amarrá-lo
A tristeza de passar onde meu avô
Para dar um bom abraço e que se despeça do seu menino
Ele me olha e se aproxima dedilhando
Me abençoa e eu sorrio, pra que não me veja chorando
Como sinto falta da minha terra
Volte
Com cada passo do caminho percorrido
Me afasto mais dos meus velhos e de como fui feliz
Não sei até quando as adversidades da vida
Me trarão de volta pro meu sítio, por onde hoje é minha saída
Vou lembrando, como farei todos os dias
Os carinhos da minha avó, até sua triste partida
Já estou com saudade das ordenhas, dos pastos
Dos feijões e mandiocas que crescem nos milharais
Como dói eu já não poder ficar
Quanto sofro pelo choro da minha mãe
E mesmo que o tempo faça resistência em me trazer de volta
Já não há como evitar o inevitável
Me despeço de cada vizinho que encontro
Os que são como família, os que me viram crescer
Sofre minha alma deixar quem se despede de mim
Aos amigos de sempre, que espero que não me esqueçam
Vou lembrando o caminho que me levava à escola
Percorri desde criança com meus chinelos de sola
Deixo minha enxada gasta no quarto de ferramentas
Ela sabe que agradeço por me domar na lavoura
Não vou por vontade própria
O destino é quem manda
Levo o choro entalado
Dói deixar minha terra