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A Virgem dos Sicários

Hermosos Vencidos

La Virgen de Los Sicarios

mi reina
quédate conmigo
que sea como antes
cuando nos conocimos
cuando llegaste como un ángel
una virgen tatuada en tu piel
confesándonos desnudos
entre cenizas sin nombre
repitiendo este final

mi reina
quédate conmigo
escucha las campanas
encontrábamos la fe en catedrales del miedo
cuando rozaste mis labios
todo había terminado
cuando el olor del incienso
se confundió entre el ruido
tú y yo
tú y yo
tú y yo perdidos entre el ruido
nadie y nadie
nadie y nadie
nadie y nadie va a volver a verte sonreír

mi reina
quédate conmigo
sabes de mis pecados
pero también de mi fe,
no permitas que hoy confunda
el dolor del amor con el de la muerte
si ojos tienen que no me vean
tú y yo
tú y yo
tú y yo perdidos entre el ruido
nadie y nadie
nadie y nadie
nadie y nadie va a volver a verte sonreír

mi reina
virgen de los sicarios
volveré ahora contigo
no es tu aliento sino el mío
el que ya he olvidado
siete vidas tatuadas en mi piel
mil lágrimas cansadas
un susurro, una palabra
atrapado detrás
tú y yo
tú y yo
tú y yo, y yo atrapado detrás
nadie y nadie
nadie y nadie
nadie y nadie va a volver a verme sonreír

A Virgem dos Sicários

minha rainha
fica comigo
que seja como antes
quando nos conhecemos
quando você chegou como um anjo
uma virgem tatuada na sua pele
nos confessando nus
entre cinzas sem nome
repetindo esse final

minha rainha
fica comigo
ouve as campanas
encontrávamos a fé em catedrais do medo
quando você tocou meus lábios
tudo tinha acabado
quando o cheiro do incenso
se confundiu entre o barulho
você e eu
você e eu
você e eu perdidos entre o barulho
ninguém e ninguém
ninguém e ninguém
ninguém e ninguém vai voltar a te ver sorrir

minha rainha
fica comigo
você sabe dos meus pecados
mas também da minha fé,
não deixe que hoje eu confunda
a dor do amor com a da morte
se olhos têm que não me vejam
você e eu
você e eu
você e eu perdidos entre o barulho
ninguém e ninguém
ninguém e ninguém
ninguém e ninguém vai voltar a te ver sorrir

minha rainha
virgem dos sicários
voltarei agora contigo
não é seu hálito, mas o meu
que já esqueci
sete vidas tatuadas na minha pele
mil lágrimas cansadas
um sussurro, uma palavra
atrapalhado atrás
você e eu
você e eu
você e eu, e eu atrapalhado atrás
ninguém e ninguém
ninguém e ninguém
ninguém e ninguém vai voltar a me ver sorrir

Composição: David DeLlera / IM Digón