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A Espuma de Vênus

Héroes Del Silencio

La Espuma de Venus

En frío, a flor de labio
Boca de cosecha, senos de clavel
Curvas mieles, rincones de voces
Y cuchillos de saliva

Nadé desnudo tu oleaje
Ahora que el barco se hunde
Y solo tú puedes salvarme
Y dudas de mis dudas
De mis ritos, de mis ruinas

Entre siempre y jamás
Nadé desnudo tu oleaje
La espuma de venus, la fruta más escasa
Que quiso ordeñar
El zahorí buscando agua

La ficción es y será
Mi única realidad

Artista del pecado
Aprendí de memoria
La geografía de tu centro
De azúcar y de acero

Espuma de venus
Nadé desnudo tu oleaje
Perfume inmaterial
Cobijo y principio
El aullido vertical
Como respuesta a tus prodigios

La ficción es y será
Mi única realidad

Con el disfraz sin estrenar
Di el salto a lo fugaz
La ficción es y será
La única realidad

A Espuma de Vênus

No frio, à flor da pele
Boca de colheita, seios de cravo
Curvas de mel, cantos de vozes
E facas de saliva

Nadei nu na sua onda
Agora que o barco afunda
E só você pode me salvar
E duvidas das minhas dúvidas
Dos meus ritos, das minhas ruínas

Entre sempre e nunca mais
Nadei nu na sua onda
A espuma de Vênus, a fruta mais rara
Que quis ordenhar
O zahorí buscando água

A ficção é e será
Minha única realidade

Artista do pecado
Aprendi de cor
A geografia do seu centro
De açúcar e de aço

Espuma de Vênus
Nadei nu na sua onda
Perfume imaterial
Abrigo e princípio
O uivo vertical
Como resposta aos seus prodígios

A ficção é e será
Minha única realidade

Com a fantasia sem estrear
Dei o salto para o efêmero
A ficção é e será
A única realidade

Composição: Alan Boguslavsky / Enrique Bunbury / Joaquin Cardiel / Juan Valdivia / Pedro Andreu