Kalera noa ihesi
Ni bizi naiz baserrian
animalien erdian,
bertsotan kontatuko dizuet
mundu guztiak dakian
nola nagoen mendian
bizidunen hilobian.
Jaikitzen naiz egunero
oilarrak jo ta gero,
lanetik eta lanera beti
nola ninteke hain ero!
Kalera aldegin edo
sartuko naiz gerrillero.
Lanez banago asea
ordaina ez da luzea,
mendi goietan egonagatik
hauxe da nire leizea
emaidazu guraizea
urra dezadan haizea.
Kalera noa ihesi
neure gurdi eta guzi,
ez naiz menturaz han ere ongi
ibiliko lehendabizi,
baina ez ninteke bizi
baserrian bezain gaizki.
Agur baserriko mendi,
hil arteko urkamendi,
hiltzeko bada ere zugana
berriro itzul banendi,
mundua ez dabil ongi
edo nauzu ero haundi.
Correndo para a Rua
Eu sou da roça
entre os animais,
vou contar em versos
como todo mundo sabe
como estou na montanha
no túmulo dos vivos.
Acordo todo dia
com o galo cantando,
trabalhando e indo pra lá e pra cá
como eu poderia ser tão louco!
Se eu sair pra rua ou
me tornar um guerrilheiro.
Se estou cansado de tanto trabalho
a recompensa não é longa,
pelo fato de estar nas montanhas
este é meu abrigo
dê-me uma tesoura
para eu cortar o vento.
Estou correndo pra rua
com meu carrinho e tudo,
não vou me aventurar e achar que
vou me dar bem logo de cara,
mas não poderia viver
tão mal quanto na roça.
Adeus montanha da roça,
montanha do além-túmulo,
se for pra morrer, que seja contigo
se eu voltar de novo,
o mundo não está bem
ou sou eu que estou muito louco.