Langile erahil bati
Ene Bizkai'ko miatze gorri,
zauri zarae mendi ezian!
Aurpegi balzdun miatzarijoi.
ator pikotxa lepo ganian.
Lepo ganian pikotxa zorrotza,
eguzki diz-diz ta mendiz bera.
Ator bideskaz, -goxa sorbaldan-,
kezkeko zeruba yaukon olera.
Opor-otsa dok txaide zabalan,
-ukabil sendo, soñanzki urdiñ-.
Jaubiak, barriz, nasai etzunda,
laguntzat auke, i, urritizkin.
Aurpegi balzdun miatzarijoi,
ari bitartez deyak yabiltzak.
Bideskan zelan dirdir yagijek
txapel-okerren kapela baltzak!
Orreik yaukoen gaizkin-itxura
zizpa luziak lepo ganian!
Ene Bizkaiko miatze gorri,
zauri zarae mendi ezian!
Mendiz bera lau txapel-okerrez
aurpegi balzdun miatzarija.
Begi baltz horrek sastakai dozak
baña zatitu ezin esija.
Noruntz aroe eski-lotuta
burni margodun gorputz gogorroi?
Sendua ba'intz, etsai-odolez
bustiko eunken pikotx zorrotzoi!
Nerbion-ertzok, -tranbi-dardara-,
azkatu nayez, zenbat alegin!
Baña olaen zarata artian
aren ayotsak aditu ezin!
Zizpa luziak sutan yagozak,
-opor-zaratak txaide zabalan-.
Aurpegi balzdun miatzarijoi,
igeri adi euren odolan...!
Txapel-okerrak edango yabek
ardao onena Gomez-etxian.
Ene Bizkai'ko miatze gorri,
zauri zarae mendi ezian!
Caminho da Luta
E aí, minha Bizkaia vermelha,
você é uma ferida na montanha!
Rosto marcado, lutador de verdade.
A cabeça erguida, firme na batalha.
A cabeça erguida, com garra afiada,
sol brilhando e a montanha ao fundo.
Na estrada, -com a mochila nas costas-,
preocupações voando pelo ar.
O cheiro do verão está no ar,
-com punhos cerrados, sonhos em azul-.
Os gritos, por outro lado, não vão parar,
ajuda é bem-vinda, e, com coragem.
Rosto marcado, lutador de verdade,
com a força que vem da luta.
Na estrada, como brilham as estrelas
os chapéus de palha na cabeça!
A aparência malvada dos que estão por aí
as sombras longas na cabeça!
E aí, minha Bizkaia vermelha,
você é uma ferida na montanha!
Na montanha, quatro chapéus de palha
rosto marcado, lutador de verdade.
Esse olho negro que te fere
mas não consegue te derrubar.
Para onde vamos, amarrados ao passado
corpos duros, pintados de dor?
Se é preciso, com sangue de inimigo
seremos molhados por essa garra afiada!
Nas margens do Nervión, -com o trem balançando-,
acelera, não pare, quanta luta!
Mas no meio do barulho, ao menos
não conseguimos ouvir as vozes!
As sombras longas queimando no fogo,
-o cheiro do verão está no ar-.
Rosto marcado, lutador de verdade,
preste atenção no seu caminho...!
Os chapéus de palha vão se erguer
na melhor festa de Gomez.
E aí, minha Bizkaia vermelha,
você é uma ferida na montanha!