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A Ascensão do Inquieto

Heulend Horn

The Rise Of The Unresting One

Sand, burning his eyes,
Wet stones, pressing his arms.
Convulsions from the slime released him,
The draugr was back to life.

He left the mound
they hadn't dig
a barrow for him. Rage
gained ground in his dead brain.

A few steps away from his grave
a sword driven into another barrow,
a rusty helmet hanging from its handle.
Two times five barrows.

He was not the only one who'd fallen,
but the only one who couldn't rest.
Didn't remember his name,
ruled by the hunger of the draugr.
He barely remembered the battle,
a remote, muffled, iron scream
reached him from-his-memories which
didn't seem to have revived as well.

He wondered ¿could he return
to his fiord, his home, his land
The fog in his mind cleared
every now and then.
A wanderer mind...

The draugr didn't know his name,
only longed to rest in peace.
Hunger blinded him again.
A close roar.
The draugr hurried up
following his insane impulse.
Seals!
He pounced over one of them
and before devouring it, he broke all its bones.
His hands were brutal.
The seal appeared to him just like a bite.
He felt massive, enourmous,
like a carnivorous ox.
He would return to rest in his homeland
even if the journey took him a hundred years.

A Ascensão do Inquieto

Areia, queimando seus olhos,
Pedras molhadas, pressionando seus braços.
Convulsões da lama o libertaram,
o draugr voltou à vida.

Ele deixou o monte
que não haviam cavado
um túmulo para ele. A raiva
ganhou espaço em seu cérebro morto.

A poucos passos de seu túmulo
uma espada cravada em outro monte,
um capacete enferrujado pendurado em seu cabo.
Duas vezes cinco montes.

Ele não era o único que havia caído,
mas o único que não conseguia descansar.
Não lembrava seu nome,
regido pela fome do draugr.
Ele mal lembrava da batalha,
um grito de ferro distante e abafado
chegou até ele de suas memórias que
pareciam não ter revivido também.

Ele se perguntava se poderia voltar
ao seu fiorde, sua casa, sua terra.
A névoa em sua mente se dissipava
de vez em quando.
Uma mente errante...

O draugr não sabia seu nome,
apenas ansiava por descansar em paz.
A fome o cegou novamente.
Um rugido próximo.
O draugr se apressou
seguindo seu impulso insano.
Focas!
Ele saltou sobre uma delas
e antes de devorá-la, quebrou todos os seus ossos.
Suas mãos eram brutais.
A foca lhe parecia apenas um pedaço.
Ele se sentia massivo, enorme,
como um boi carnívoro.
Ele voltaria a descansar em sua terra natal
mesmo que a jornada levasse cem anos.