L'undergronde
Le futur se dessine pourtant plein et fait spacieux,
on croit voir des signes, la vie c'est des effets speciaux
dans la vide on essai de se guider, de gratter
sa gache,
La vie est sale mais j'reste decider à gratter ma tache,
meme si je sais que j'ui un cas qu'est pas récurable,
j'cherche à retrouver cette envie de vivre irrecuperable,
Pas comme cette bande de la Jet set, ces strass et paillettes,
moi sur le banc j'me jette sec c'est stress et barrette,
pas comme mes copains, j'ai pa su devenir responsable,
moi j'ui les copeaux, aucun morceaux restent ponsable,
un destin faussé par cette trop grande envie de
rien faire,
j'me jette dans le fossé, j'aurais du suivre le chemin de grand frere,
moi sur ma route j'ai pas semé de cailloux comme le petit poucet,
au cas ou de reproduire ces betises, je ne saurais poussé,
j'crois peu au bohneur regulier,
juste avec le bien et le malheur faut savoir reguler
Refrain :
Etaler des mots sans fin? Non! chez nous l'enfant s'en est allé,
L'undergronde, l'undergronde
Mettre à plat des routes de texte, ca marche!! et on evite les metres à pieds,
L'undergronde, l'undergronde
Empaler des hommes sans armes, sans âmes comme des etres empaillés,
L'undergronde, l'undergronde
Derouler des pensés exilées, excités comme voir les dés roulés...
J'ai vu des armées gigantesque qui pronaient une fin du monde,
Un chef sous un lin immonde rassemblant des vies dantesques,
j'ai vu la tristesse dans des yeux, impregné d'un sang rouge vif,
devant un prelat rougit, attendant sa pendaison,
J'ai vu la fin ecclesiastique et la mort des religions,
et la marre de corps , legions entourés dans du plastique,
j'ai vu des gouvernements sombrés, atteints d'une maladie etrange,
matin, midi, soir etanche à renouveller des idées,
j'ai vu ce que l'oeil du globe verra, assi une nuit devant la telé,
la terre d'un coup de vent balayé comme d'une contagion virale,
j'ai vu un fleau transportable, et des crashs boursiers au cours rageant,
les debuts encourageant d'un mal de tete insuportable,
j'ai vu des cohortes dans la rue sans force pour une revolution,
aneantis par l'illusion d'un jour sortir de la ruine,
j'ai vu la fin et l'ecran noir, etrange sensation de vide,
et comme dernier soupson de vie, un "Merci" sur etendart...
refrain
A Subterrânea
O futuro se desenha, cheio e espaçoso,
acreditamos ver sinais, a vida é cheia de efeitos especiais.
No vazio, tentamos nos guiar, arranhar
nossa mancha,
a vida é suja, mas sigo decidido a limpar minha marca,
mesmo sabendo que sou um caso sem cura,
procuro recuperar essa vontade de viver, irrecuperável.
Não como essa turma da alta sociedade, com seus brilhos e glamour,
me jogando no banco, é estresse e desespero,
não como meus amigos, não consegui me tornar responsável,
meus pedaços, nenhum deles é confiável,
um destino distorcido por essa vontade excessiva de
não fazer nada,
me jogo no buraco, devia ter seguido o caminho do meu irmão mais velho,
na minha estrada, não deixei pedrinhas como o Pequeno Polegar,
caso eu quisesse repetir essas besteiras, não saberia como fazer,
creio pouco na felicidade regular,
só com o bem e o mal, é preciso saber equilibrar.
Refrão:
Espalhar palavras sem fim? Não! Aqui, a criança se foi,
A Subterrânea, a Subterrânea.
Colocar em pratos textos, funciona!! e evitamos os metros a pé,
A Subterrânea, a Subterrânea.
Empalar homens sem armas, sem almas, como seres empalhados,
A Subterrânea, a Subterrânea.
Desenrolar pensamentos exilados, excitados como ver os dados rolando...
Vi exércitos gigantescos que proclamavam o fim do mundo,
um chefe sob um pano imundo reunindo vidas dantescas,
vi a tristeza nos olhos, impregnados de um sangue vermelho vivo,
diante de um prelado ruborizado, esperando sua execução,
vi o fim eclesiástico e a morte das religiões,
e a lagoa de corpos, legiões cercadas de plástico,
vi governos afundando, atingidos por uma doença estranha,
manhã, tarde, noite, impermeáveis a renovar ideias,
vi o que o olho do mundo verá, assim, uma noite diante da TV,
a terra, de repente, varrida como por uma contaminação viral,
vi uma praga transportável, e quedas de bolsa com preços revoltantes,
os começos encorajadores de uma dor de cabeça insuportável,
vi coortes na rua sem força para uma revolução,
aniquilados pela ilusão de um dia sair da ruína,
vi o fim e a tela negra, estranha sensação de vazio,
e como último suspiro de vida, um "Obrigado" na bandeira...
refrão