Bouce
Tous calés à l base, un melange betises et orgueils,
Chez les jeunes à cause du Biz, à croire que l'or se cueille.
Dehors domine la flemme difficile d'y donner du sens,
attendant dans nos vies la flamme recouverte d'essence,
On est blazé, c'est même ecrit "Nike" sur nos blazers,
on est classé en tête mais nouveau dans ton classeur
Quand c'est moche on met la bache, mauvais gouts en bouche,
beaucoup d'embuches, quand la debauche embauche c'est le vendeur de buches.
C'est mon remonte coup dur, mon illusion de cocotier,
si l'rap est de la haute couture, parait j'épaule Gautier.
faire attention au relan, prendre ses ailes comme un goeland,
si le saut de la gloire est trop long, je reculerai pour prendre un gros elan
Je peut etre technique, mais j'esquive toutes ces procedures,
je prefere que mes textes niquent, car aujourdh'ui devenir Pro c'est dur
le stylo performant j'ai du enfiler les
gantelets,
peut de rapeurs performants, ca se perd comme les dents de laits.
Mik
j'ai la corde vocale atrophié,
penible de marcher à cloche pied
on fini muré à trop s'fier,
à l'avis de lanceurs de grosse pierre
j'ai pas d'mal à trouver un flow,
et j'repasse pas mes rimes fripés,
un plat de moule à servir à chaud,
pour les rapaces qui veulent se friter
j'detend les colons des plus stressé,
s'dressé colant et faire du son
un putain de decollage
qui va faire nouer les cordons
Autour des coups ecorchés,
c'est gore, c'est corsé,
2 yeux de corsaires, pret, emballer,
corp serré, serre le corset et dis leur :
"Ta vie c'est la routine, t'a tête c'est melange,
de Poutine et de rouquine, style "Anne Roumanoff",
moi je roule à neuf,
t'a besoin de rustine"
Et ca s'endort sur ces lauriers,
les miens sont d'un vert de saison,
longue et durbale, regne de Cesar,
on vient de sortir de nos terriers
Faits notariés? Non non rien de complexe,
on fait pas nos parias,
nos paris sont d'etre plus demain qu'ex,
les restes sur nos palliers
J'ai pas le caillot de sang dans le cerveau,
servant servile, tu veut etre dans l'aire du temps?
"Achete un cervolant..."
Balança
Todos parados na base, uma mistura de besteiras e orgulhos,
Entre os jovens por causa do Biz, parece que o ouro se colhe.
Lá fora domina a preguiça, difícil dar sentido a isso,
Esperando em nossas vidas a chama coberta de gasolina,
Estamos desanimados, tá até escrito "Nike" nos nossos blazers,
Estamos classificados em primeiro, mas novos no seu caderno.
Quando tá feio, a gente coloca a lona, mau gosto na boca,
Muitas armadilhas, quando a depravação contrata, é o vendedor de lenha.
É meu impulso em tempos difíceis, minha ilusão de coqueiro,
Se o rap é alta costura, dizem que eu carrego o Gautier.
Cuidado com o impulso, pegue suas asas como um gaivota,
Se o salto da glória é muito longo, eu vou recuar pra pegar impulso.
Posso ser técnico, mas eu desvio de todos esses procedimentos,
Prefiro que meus versos arrebentem, porque hoje em dia ser Pro é difícil.
A caneta afiada, eu tive que colocar as
luvas,
poucos rappers afiados, se perdem como dentes de leite.
Mik
Tô com a corda vocal atrofiada,
Difícil andar em pé só com um pé.
A gente acaba murado de tanto confiar,
Na opinião de quem joga pedras grandes.
Não tenho dificuldade em encontrar um flow,
e não reviso minhas rimas amassadas,
Um prato de mexilhão pra servir quente,
Pros abutres que querem brigar.
Desestresso os mais estressados,
Me apresento colando e fazendo som,
Um puta decolagem
que vai fazer amarrar os cordões.
Ao redor dos golpes machucados,
É brutal, é intenso,
Dois olhos de corsários, prontos, embalados,
Corpo apertado, aperta o corset e diz pra eles:
"Sua vida é rotina, sua cabeça é mistura,
de Putin e ruiva, estilo 'Anne Roumanoff',
eu tô na boa,
você precisa de um remendo."
E isso adormece sobre esses louros,
Os meus são de um verde de estação,
Longo e durável, reinado de César,
Acabamos de sair das nossas tocas.
Feitos notariados? Não, nada complexo,
não somos nossos párias,
Nossas apostas são de ser mais amanhã que ex,
Os restos nos nossos patamares.
Não tenho o coágulo de sangue no cérebro,
Servindo servil, você quer estar na moda?
"Compre um cervolante..."