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Quem Não Fica Louco, Não É Normal

Hildegard Knef

Wer Nnicht Verrückt Wird, Der Ist Nicht Normal

Wer nicht verrückt wird, der ist nicht normal,
Oder etwa nicht, oder etwa nicht?
Denn das fällt ins gewicht,
Ja, das schlägt ins gesicht,
Oder etwa nicht, oder etwa nicht?

Der langen rede kurzer sinn
Ist ganz bestimmt nicht drin,
Und was ich täglich lesen muss,
Das wird zum täglichen verdruss,
Ob hypothese, ob beweis,
Es endet auf dem abstellgleis,
Wer nicht hastet, rastet, rostet,
Der fleiß führt zum verschleiß.
Drum sag ich noch einmal, zum zweiten mal:

Wer nicht verrückt wird...

Und was man schreibt und was man spricht,
Die wahrheit ist es nicht,
Denn die wahrheit ist ein aal
Und dient von jeher allemal
Zum drehen und zum biegen,
Als die mutter der intrigen,
Und jahrtausende vergingen
Mit dem spruch, der eh'r fatal
Wir hatten keine wahl,
Nein, wir hatten keinewahl.

Wer nicht verrückt wird...

Und zwischen dieser, jener innung,
Zwischen leistung und gesinnung,
Zwischen arbeitsstress und pflicht,
Da geht so mancher arme wicht
Und zuweilen ein genie
In die knie, oder etwa nicht.
Ja, was macht man alles mit,
Und bleibt trotz aller müh' nicht fit,
Ob kontaktfroh und jovial,
Ob verärgert, radikal:

Wer nicht verrückt wird...

Und die erfahrung bringt man niemals
An den mann, an die frau,
Und der weise spricht meist leise
Und auch ungenau,
Doch wir haben zuversicht,
Und wir hoffen auf ein licht,
Und im alten jammertal
Warten wir auf das signal,
Und bis dahin sag ich noch einmal,
Zum allerletzten mal:

Wer nicht verrückt wird, der ist nicht normal,
Oder etwa nicht, oder etwa nicht,
Denn das fällt ins gewicht,
Ja, das schlägt ins gesicht,
Oder etwa nicht? oder etwa doch?

Quem Não Fica Louco, Não É Normal

Quem não fica louco, não é normal,
Ou não é, ou não é?
Pois isso pesa, sim,
É, isso bate na cara,
Ou não é, ou não é?

O resumo da longa conversa
Não tá nem aí, com certeza,
E o que eu leio todo dia,
Vira uma grande agonia,
Seja hipótese, seja prova,
Acaba na prateleira nova,
Quem não se apressa, enferruja,
O esforço leva à desgastura.
Então digo mais uma vez, pela segunda vez:

Quem não fica louco...

E o que se escreve e o que se fala,
Não é a verdade, não vale,
Pois a verdade é uma enganação
E sempre serviu pra confusão
Pra girar e pra dobrar,
Como a mãe da intriga, a enganar,
E milênios se passaram
Com o ditado, que é bem fatal:
Não tivemos escolha,
Não, não tivemos escolha.

Quem não fica louco...

E entre essa, aquela profissão,
Entre desempenho e intenção,
Entre estresse e obrigação,
Muitos pobres coitados vão
E às vezes um gênio
Se ajoelha, ou não é?
É, o que se faz com tudo isso,
E mesmo com todo o esforço, não fica em forma,
Seja sociável e jovial,
Seja irritado, radical:

Quem não fica louco...

E a experiência nunca se traz
Pro homem, pra mulher,
E o sábio fala sempre baixo
E também impreciso,
Mas temos esperança,
E esperamos por uma mudança,
E no velho vale de lágrimas
Aguardamos o sinal,
E até lá digo mais uma vez,
Pela última vez:

Quem não fica louco, não é normal,
Ou não é, ou não é?
Pois isso pesa, sim,
É, isso bate na cara,
Ou não é? Ou será que é?

Composição: