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Moulin Rouge

Hildegard Knef

Moulin Rouge

Orly, acht uhr zehn, kein start wegen nebel
Ich fahre zur stadt, laufe ziellos umher

Bei rot bleibt ich steh'n, bei grün geh ich weiter
Montmartre, pigalle â€" erinn'rung ist schwer

O mein gott, vor mir sacré-coeur, im nebel wie ein weißes tuch
Enge gassen, das häusermeer, das wie in einem märchenbuch

Ein kind spielt im schmutz und fühlt sich im himmel
Doch der ist so weit wie mein glück, das ich seh

Hier fing's mal an, hier ging es zu ende
Zu kurz und deshalb tut's auch nicht weh

Ich denk an ein lied, das hieß â€žmoulin rouge“
Es lief mir noch lang wie ein hund hinterher

Es ging etwa so: „dada, moulin rouge“
Dann sang es die welt, heut kennt's kaum einer mehr

C'est la vie, so wie jedes haus, das neu an alter stelle steht
Ist's mit uns und mit diesem lied, ein neues kommt, das alte geht

Orly, siebzehn uhr, adieu, alte liebe, merci für das lied,
Für das lied aus paris

Moulin Rouge

Orly, dez horas, sem partida por causa do nevoeiro
Vou pra cidade, ando sem rumo

No vermelho eu paro, no verde eu sigo em frente
Montmartre, Pigalle - a lembrança é pesada

Oh meu Deus, diante de mim o Sacré-Cœur, no nevoeiro como um pano branco
Ruas estreitas, o mar de casas, como em um livro de contos de fadas

Uma criança brinca na lama e se sente no céu
Mas ele está tão longe quanto a minha felicidade, que eu vejo

Aqui tudo começou, aqui tudo terminou
Foi curto e por isso não dói

Penso em uma canção que se chamava "moulin rouge"
Ela me seguiu por muito tempo como um cachorro

Era mais ou menos assim: "dada, moulin rouge"
Então o mundo cantou, hoje quase ninguém lembra mais

C'est la vie, assim como cada casa que nova no mesmo lugar
É assim conosco e com essa canção, uma nova vem, a antiga vai

Orly, cinco horas, adeus, velho amor, obrigado pela canção,
Pela canção de Paris

Composição: