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Conversinha

Hildegard Knef

Larifari

Und ich frag' mich, larifari,
Warum laufe ich stets, larifari,
Ich, die ängstlich, ohne ordnung,
Durch den dschungel der zeit, larifari.
Ich ein kenner, larifari,
Spür' das unheil am weg, larifari,
Dennoch lauf' ich, larifari,
Pünktlich in die lawine rein.

Und so fall' ich, larifari,
In die gletscher hinein, larifari,
Und ein fremder, der mich rausholt,
Wird zum freund also gleich, larifari.
Und schon lieg' ich ihm zu füßen,
Und ich schwör' ihm zur stund' ew'ge treue
Und so lauf' ich, larifari,
Wieder mal in lawinen rein.

Und noch jedes mal, würde ich wetten,
Dass die dinge anders werden.
Und selbst heut' bin ich kaum noch zu retten,
Einmal muss es anders sein.

Und so streb' ich, larifari,
Seh' nicht rechts und nicht links, larifari,
Doch ich sag' mir, larifari,
Dass ich längst auf der spur einer weisheit.
Nehm' den kurs nun, voller freude,
Fall' sogleich in das meer aller lügen
Und schon lauf' ich, larifari,
Wie gehabt in lawinen rein!

Conversinha

E eu me pergunto, conversinha,
Por que eu sempre ando, conversinha,
Eu, que sou medroso, sem ordem,
Pelo dicionário do tempo, conversinha.
Eu, um conhecedor, conversinha,
Sinto o desastre no caminho, conversinha,
Ainda assim eu sigo, conversinha,
Pontualmente na avalanche.

E assim eu caio, conversinha,
Nas geleiras, conversinha,
E um estranho que me tira,
Se torna amigo na hora, conversinha.
E já estou aos pés dele,
E eu juro a ele, na hora, lealdade eterna
E assim eu sigo, conversinha,
Mais uma vez na avalanche.

E ainda assim, eu apostaria,
Que as coisas vão mudar.
E mesmo hoje, mal consigo me salvar,
Uma hora tem que ser diferente.

E assim eu busco, conversinha,
Não olho pra direita nem pra esquerda, conversinha,
Mas eu digo a mim mesmo, conversinha,
Que já estou na trilha de uma sabedoria.
Agora sigo, cheio de alegria,
Caio logo no mar de todas as mentiras
E já estou correndo, conversinha,
Como sempre, na avalanche!

Composição: