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Turbilhão Louco

Homero Expósito

Loco torbellino

Loco
torbellino
que me agita
con palabras
que giran
dentro de mí...
Giran
y respiran
y deliran,
y me ahoga
la ira
de estar así...

Qué ley brutal me sentenció a llevar
este dolor acorralado en el silencio,
si oigo
que me nombran
tus recuerdos
la sombra de una canción.

Cuánto daría por saber cantar
toda la pena de mi corazón,
para decirte con mi canto
que aquel ayer
debe volver.
Pero no puedo, y voy buscándote
con una pausa de resignación
para formar nuestra casita
con tus cuitas y mis cuitas,
con todo nuestro amor.

Rabia
de ir rodando
y esperando
que retornes
llorando...
Todo el ayer...
Siento
por el cruento
fuego lento
que se aviva
sediento
de tu querer...

Por qué no hilvana este dolor de mi voz
si me revuelco en un rincón del pensamiento,
y hace
mi esperanza
de agua mansa
que suaviza
la farsa de la ilusión.

Turbilhão Louco

Turbilhão
louco
que me agita
com palavras
que giram
dentro de mim...
Giram
e respiram
e deliram,
e me afoga
a ira
de estar assim...

Que lei brutal me condenou a carregar
essa dor acorrentada no silêncio,
se ouço
que me chamam
tuas memórias
a sombra de uma canção.

Quanto eu daria pra saber cantar
toda a dor do meu coração,
pra te dizer com meu canto
que aquele ontem
deve voltar.
Mas não consigo, e vou te procurando
com uma pausa de resignação
pra formar nossa casinha
com suas mágoas e minhas mágoas,
com todo nosso amor.

Raiva
de ir rolando
e esperando
que você volte
chorando...
Todo o ontem...
Sinto
pelo cruento
fogo lento
que se aviva
sedento
do teu querer...

Por que não desenrola essa dor da minha voz
se me reviro em um canto do pensamento,
e faz
minha esperança
de água mansa
que suaviza
a farsa da ilusão.

Composição: Emilio Barbato / Homero Expósito