Pigmalión
Te forjé con mis sueños en flor,
tal vez me equivoqué,
pero eso es el amor...
No debía creerte y te creía
la máscara vacía,
vacío el corazón... ¿lloras?
Lástima de llanto, sin dolor,
dado en pago de este amor,
éste amor desesperado
y equivocado como yo.
Vieja historia repetida
de los sueños juveniles...
¿En qué momento te dio vida
la cajita de buriles
que me hundiste en la caída?
Hielo seco
de tu amor que me ha quemado;
verso inútil, fruto hueco,
fuiste un eco sin pasado,
vieja historia repetida
del amor de Pigmalión...
Yo no se si fue azar o lo que fue,
lo cierto es que te amé
y así nació el amor...
Pigmaleão
Te moldeei com meus sonhos em flor,
quem sabe eu errei,
mas isso é o amor...
Não devia acreditar em você e acreditei
na máscara vazia,
vazio o coração... você chora?
Que pena esse choro, sem dor,
como pagamento desse amor,
esse amor desesperado
e equivocado como eu.
Velha história repetida
dos sonhos de juventude...
Em que momento você deu vida
a caixinha de ferramentas
que me afundou na queda?
Gelo seco
do seu amor que me queimou;
verso inútil, fruto oco,
você foi um eco sem passado,
velha história repetida
do amor de Pigmaleão...
Eu não sei se foi sorte ou o que foi,
o certo é que te amei
e assim nasceu o amor...
Composição: Astor Piazzolla / Homero Expósito