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Pueblito de Província

Homero Expósito

Pueblito de provincia

Pueblito de provincia, nostalgia del recuerdo,
pedazo de esperanza que duerme en la ilusión.
Recuerdo tus casitas, tu río, tus senderos,
la parra del abuelo y el viejo del bastón.
Detrás de la miseria, ya ves... sigo soñando
mis horas de muchacho que ya no volverán,
yo sé que se han nublado mis días más felices
como tus tardes grises que ya no veré más...

¡Lejos, tristemente lejos!
¡Sueño, mansamente sueño!
Y me acuerdo de tus calles
con la rabia del silencio...
Solo, lentamente y solo,
lloro, mudamente lloro,
porque sé que no he de verte
nunca, nunca,
más que nunca,
siempre nunca
¡Nunca más!

La tarde que partía con humos de grandeza
mojado de violetas lloraste mi ambición.
Y hoy duelen las distancias que acercan los recuerdos,
la parra del abuelo, y el viejo del bastón.
Detrás de la miseria, ya ves, como un castigo,
me aplasta en el olvido la luz de la ciudad,
¿no ves que Buenos Aires me llena de nostalgias
como tus casas blancas que ya no veré más?

Pueblito de Província

Pueblito de província, saudade do passado,
pedaço de esperança que dorme na ilusão.
Lembro das suas casinhas, do seu rio, dos seus caminhos,
a parreira do vovô e o velho com o bastão.
Por trás da miséria, já vê... sigo sonhando
minhas horas de garoto que não voltarão mais,
sei que se nublaram meus dias mais felizes
como suas tardes cinzas que não verei mais...

Longe, tristemente longe!
Sonho, mansamente sonho!
E me lembro das suas ruas
com a raiva do silêncio...
Só, lentamente e só,
choro, mudamente choro,
porque sei que não vou te ver
nunca, nunca,
mais que nunca,
sempre nunca
nunca mais!

A tarde que partia com a fumaça da grandeza
molhado de violetas, você chorou minha ambição.
E hoje doem as distâncias que aproximam as memórias,
a parreira do vovô, e o velho com o bastão.
Por trás da miséria, já vê, como um castigo,
me esmaga no esquecimento a luz da cidade,
você não vê que Buenos Aires me enche de saudades
como suas casas brancas que não verei mais?

Composição: Homero Expósito, Héctor Stamponi