Nobleza de arrabal (Manzi)
En un ranchito de Alsina
tengo el hogar de mi vida,
con cerco de cina-cina
y corredor de glicinas.
Hay un aljibe pintado,
bajo un parral de uva rosa,
y una camelia mimosa
temblando sobre el brocal.
Y allí también estás frisón
y eres mi lujo de cuarteador.
Rocín feliz, de crin azul,
famoso por todo el sur.
Cuando el domingo asolea
por no hacer de perezoso,
traigo el balde desde el pozo
y refresco el corredor.
Y aprovechando el fresquito
me siento bajo la parra
y al compás de mi guitarra
canto décimas de amor.
En mi ranchito de Alsina
paso tranquilo las horas,
junto al amor de la china,
que me respeta y me adora.
Y, entre su amor y las cosas
que adornan toda mi suerte,
temo, nomás, que la muerte
me saque de ese rincón.
Nobreza do Subúrbio (Manzi)
Em um ranchinho em Alsina
tenho o lar da minha vida,
com cerca de cina-cina
e corredor de glicínias.
Tem um poço pintado,
bajo um parral de uva rosa,
e uma camélia mimosa
tremendo sobre o brocal.
E lá também tá você, frisão
e é meu luxo de quartel.
Cavalo feliz, de crina azul,
famoso por todo o sul.
Quando o domingo brilha
de tanto não ser preguiçoso,
trago o balde do poço
e refresco o corredor.
E aproveitando o fresquinho
me sento sob a parreira
e ao som da minha guitarra
canto décimas de amor.
No meu ranchinho em Alsina
passo tranquilo as horas,
junto ao amor da morena,
que me respeita e me adora.
E, entre seu amor e as coisas
que enfeitam toda a minha sorte,
temo, só, que a morte
me tire desse cantinho.