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Ruína

Homero Manzi

Tapera

Al fin, un rancho más que se deja,
total, porque no ha vuelto la prenda,
allí, donde .se muere una senda,
allí, donde los pastos se quejan
y el viento se aleja silbando un dolor.
Total, otra cocina sin brasas
y un gaucho que pasa
sin rumbo ni amor...

Roldanita de mi pozo
que cantaba su alborozo,
ya no habrás de cantar nunca más.
Sombra fresca del alero
donde estaban los jilgueros,
los jilgueros que hoy no están.
Brillazón de mis trigales
que mancharon los cardales
cuando un día comencé a penar,
cuando entraron los abrojos
a morder en mis rastrojos
y me eché a rodar.

Se fue, dirá la gente del pago;
se fue, tal vez detrás de otro sueño...
Al fin, otro ranchito sin dueño;
al fin, otra tapera tirada
sin tropa ni aguada,
sin gente ni Dios.
Total, otro fogón desdichado,
que un alma ha dejado
sin fuego ni amor.

Ruína

Por fim, um rancho a mais que se vai,
total, porque a peça não voltou,
alí, onde uma trilha se apaga,
alí, onde os pastos se queixam
E o vento se afasta assobiando uma dor.
Total, outra cozinha sem brasas
e um gaúcho que passa
sem rumo nem amor...

Roldanita do meu poço
que cantava sua alegria,
já não vai cantar nunca mais.
Sombra fresca do beiral
donde estavam os canários,
os canários que hoje não estão.
Brilho dos meus trigais
que mancharam os cardos
quando um dia comecei a sofrer,
quando entraram os espinhos
a morder meus restos
E eu me deixei rolar.

Foi-se, dirá o povo da região;
foi-se, talvez atrás de outro sonho...
Por fim, outro ranchinho sem dono;
por fim, outra ruína jogada
sem gado nem água,
sin gente nem Deus.
Total, outro fogão desgraçado,
que uma alma deixou
sem fogo nem amor.

Composição: