Canchero (part. Edmundo Rivero)
Para el récord de mi vida
Sos una fácil carrera
Que yo me animo a ganarte
Sin emoción ni final
Te lo bato, pa' que entiendas
En esta jerga burrera
Que vos sos una potranca
Para una penca cuadrera
Y yo viejita, ya he sido
Relojeao pa'l Nacional
Vos sabés que de purrete
Tuve pinta de ligero
Era audaz, tenía clase
Era guapo y seguidor
Por la sangre de mis viejos
Salí bastante barrero
Y en esas viavas de barrio
Figuré siempre primero
Ganando muchos finales
A fuerza de corazón
El cariño de una mina
Que me llevaba doblao
En malicia y experiencia
Me sacó de perdedor
Pero cuando estuve en peso
Y a la monta acostumbrado
Que te bata la percanta
El juego que se le dio
Ya después en la carpeta
Empecé a probar fortuna
Y muchas veces la suerte
Fue amistosa y cordial
Y otras noches, salí seco
A chamuyar con la Luna
Por las calles solitarias
Del senciblero arrabal
Me hice de aguante en la timba
Y corrido en la milonga
Desconfiao en la carpeta
Lo mismo que en el amor
Yo he visto venirse al suelo
Sin que nadie los disponga
Cien castillos de ilusiones
Por una causa mistonga
Y he visto llorar a guapos
Por mujeres como vos
Ya ves que por ése lao
Vas muerta con tu espamento
Yo no quiero amor de vento
Yo quiero amor de verdad
Nada de palabras dulces
Nada de mimos y cuentos
Yo busco una compañera
Pa' batirle lo que siento
Una mujer que aconseje
Con criterio, y con bondad
Canchero (part. Edmundo Rivero)
Para o registro da minha vida
Você é uma corrida fácil
Que eu me arrisco a ganhar
Sem emoção nem final
Te explico, pra você entender
Nessa gíria de malandro
Que você é uma potranca
Pra uma rinha de galos
E eu, velhinha, já fui
Vigiado pro Nacional
Você sabe que desde pequeno
Eu tinha cara de ligeiro
Era ousado, tinha classe
Era valente e seguidor
Pela sangue dos meus velhos
Saí bem barrado
E nessas quebradas de bairro
Sempre fui o primeiro
Ganhando muitas finais
Na força do coração
O carinho de uma mina
Que me levava de lado
Com malícia e experiência
Me tirou de perdedor
Mas quando fiquei no peso
E acostumado à montaria
Que a mina me bata
O jogo que se deu
Depois, na jogatina
Comecei a tentar a sorte
E muitas vezes a sorte
Foi amistosa e cordial
E outras noites, saí seco
Pra trocar ideia com a Lua
Pelas ruas solitárias
Do subúrbio sensível
Me fiz resistente na jogatina
E corrido na milonga
Desconfiado na jogatina
Assim como no amor
Eu vi caírem ao chão
Sem que ninguém mandasse
Cem castelos de ilusões
Por uma causa estranha
E vi homens chorarem
Por mulheres como você
Já vê que por esse lado
Você tá morta com seu espanto
Eu não quero amor de vento
Eu quero amor de verdade
Nada de palavras doces
Nada de mimos e contos
Eu busco uma companheira
Pra compartilhar o que sinto
Uma mulher que aconselhe
Com critério e bondade