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Sonho Querido (part. Edmundo Rivero)

Horacio Salgán

Sueño Querido (part. Edmundo Rivero)

Los veinte abriles daba yo
Cuando dejé mi casa
Por el mundo
Para ir a rodar

Mi pobre madre
En su dolor, lloró de pena
Y en alas del ensueño
Abandoné el hogar

Mi porvenir interrogué
Y aunque me dijo el sabio
Que era oscuro
Proseguí con fe

Soñaba al son
De mis primeros años
Sin ver los desengaños
Pero desperté

Sueño querido
De mi tierna y bella juventud
Fuiste espantado
Por la negra ingratitud

Solo me queda
De tu mágico esplendor
El yelmo roto
De triste soñador

Por eso cuando
Llega a mi alma
El lúgubre doblar
De las campanas
Siento ganas de rezar

Sueño querido
Ha pasado tu carroza
Para siempre ya te has ido
Y no volverás

Sonho Querido (part. Edmundo Rivero)

Eu tinha vinte primaveras
Quando deixei minha casa
Pelo mundo afora
Pra me aventurar

Minha pobre mãe
Em sua dor, chorou de tristeza
E nas asas do sonho
Deixei o lar

Meu futuro eu questionei
E embora o sábio me disse
Que era sombrio
Segui com fé

Sonhava ao som
Dos meus primeiros anos
Sem ver as desilusões
Mas acordei

Sonho querido
Da minha doce e bela juventude
Foste assustado
Pela ingrata maldade

Só me resta
Do teu mágico esplendor
O elmo quebrado
De um triste sonhador

Por isso quando
Chega à minha alma
O lúgubre dobrar
Das campanas
Sinto vontade de rezar

Sonho querido
Passou tua carruagem
Pra sempre já te foste
E não voltarás

Composição: Mario Battistella