Zit stromom
ŽI STROMOM
V lone matky, v objatí, èierno èiernej zeme.
Tlkotom srdca ožívam ako strom.
Prijímam svetlo, život, vodu šumiacu dažïom.
Silu v žiare slnka, pohrávam sa s vetrom.
Nesúcim mráz, èo páli. Vodu èo ma zmáèa.
Znášam vô¾u prírody, bezbrannos spevu vtáctva.
Odolávam neèasu, ktorý ma obèas vykloní,
z miesta žitia, spánku, osudu èas nezlomím.
Ži stromom v lese stojacim.
Vrásky èasu v lístí padajú.
Mi k nohám k zemi vrasteným.
Údmi v pôdy lone patriacim.
A keï ma rúchom života vždy v jari matka obdarí.
Vnímam kroky èasom, som jeden z mnohých v histórií.
Poèítajúc letá, èo kruhy v údy znaèia,
mi zimy kruté vrývajú, jazvy, èo nikdy nezmiznú.
Viem, že príde èas, kedy ma svetlo zahubí,
svetlo, ktorým som žil ma vysuší a pohltí
smr, tak ako strom, v ktorom som svojho èasu žil.
V prachu sveta spoèiniem, aby som sa opä narodil
...stromom v lese stojacim
...nepoznajúc vrásky v lístí
...mi k nohám mladým, bezbranným
...ži stromom pôde patriacim
Viva a Árvore
NA ÁRVORE
No ventre da mãe, no abraço, da terra negra e profunda.
Bato forte como o coração, renasço como uma árvore.
Recebo a luz, a vida, a água que murmura na chuva.
Força no calor do sol, brinco com o vento.
Suportando o frio que queima. A água que me afunda.
Suporto a vontade da natureza, a vulnerabilidade do canto dos pássaros.
Resisto à tempestade que às vezes me derruba,
do lugar de viver, dormir, o destino não vou quebrar.
Viver como uma árvore em pé na floresta.
As rugas do tempo nas folhas caem.
Aos meus pés, enraizados na terra.
Com as raízes pertencendo ao seio do solo.
E quando a mãe sempre me presenteia na primavera com o manto da vida.
Sinto os passos do tempo, sou um entre muitos na história.
Contando os verões, como anéis que marcam os membros,
os invernos cruéis me deixam cicatrizes que nunca vão sumir.
Sei que chegará o tempo em que a luz me consumirá,
a luz com a qual vivi me secará e me engolirá
morte, assim como a árvore, na qual vivi meu tempo.
Na poeira do mundo descansarei, para renascer novamente.
...como uma árvore em pé na floresta
...sem conhecer as rugas nas folhas
...aos meus pés jovens, indefesos
...viver como uma árvore pertencente à terra.