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Canção de Madrugar

Hugo Maia de Loureiro

LetraSignificado

    De linho te vesti
    De nardos te enfeitei
    Amor que nunca vi
    Mas sei

    Sei dos teus olhos acesos na noite
    Sinais de bem despertar
    Sei dos teus braços abertos a todos
    Que morrem devagar

    Sei meu amor inventado que um dia
    Teu corpo pode acender
    Uma fogueira de Sol e de fúria
    Que nos verá nascer

    Irei beber em ti
    O vinho que pisei
    O fel do que sofri

    E dei dei do meu corpo um chicote de força
    Rasei meus olhos com água
    Dei do meu sangue uma espada de raiva
    E uma lança de mágoa

    Dei do meu sonho uma corda de insónias
    Cravei meus braços com setas
    Descobri rosas alarguei cidades

    E construí poetas
    E nunca te encontrei
    Na estrada do que fiz
    Amor que não logrei

    Mas quis
    Sei meu amor inventado que um dia
    Teu corpo pode acender
    Uma fogueira de Sol e de fúria
    Que nos verá nascer

    Então
    Nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos
    Nem pedras, nem facas, nem fomes, nem secas
    Nem farsas, nem forcas, nem farpas, nem feras
    Nem ferros, nem cardos, nem dardos, nem trevas
    Nem gritos, nem pedras, nem facas, nem fomes
    Nem secas, nem farsas, nem forcas, nem farpas
    Nem feras, nem ferros, nem cardos, nem dardos, nem trevas

    Composição: José Carlos Ary Dos Santos. Essa informação está errada? Nos avise.
    Enviada por Rodrigo. Legendado por Rodrigo. Revisão por Rodrigo. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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